Trabalhos em Congressos Caderno_Pesquisas_Transportes_LuizDellaroza | Page 19

Sobrepondo as taxas de transporte ativo e situação socioeconômica, a compreensão da escolha de transporte ativo e do motorizado individual é alcançada. Observa-se a predominante relação de motorização nas zonas mais abastadas. As zonas 9 e 10, de maior poder aquisitivo, são as zonas de maior proporção de deslocamentos por veículos motorizados individuais. O centro comercial, zona 12, também configura uma área de maior renda e grande percentual de motorização. Essas três zonas, 9, 10 e 12, respectivamente com 29%, 29% e 26% de viagens em modo de transporte motorizado individual, são zonas centrais, de diversidade de uso do solo e infraestrutura urbana consolidada. São áreas que, segundo critérios de desenho urbano (TALEN, 2013), poderiam ser consideradas propícias ao caminhar, mas que o uso do transporte individual motorizado é dominante. A compreensão da escolha ativa, nestes casos, deve extrapolar a análise espacial da estrutura e desenho urbano, pois, segundo estes critérios, tais áreas não seriam consideradas as mais propícias aos deslocamentos não motorizados, o que contraria critérios definidos como indicadores de alta caminhabilidade, como conectividade de vias e fácil acesso ao núcleo comercial (TALEN, 2013), Pode se observar, então, que dentre todas as opções de transporte, o percentual de viagens em modo ativo varia de 0 a 22%. Isto significa que cada zona de tráfego, com suas características particulares, apresenta maior ou menor adesão aos modos ativos. Dentre todas as zonas, pode-se notar a predominância do uso do transporte ativo em deslocamentos internos à mesma zona de tráfego.