Série Iniciados Vol. 23 | Seite 529

Produção biotecnológica de lipídeos e carotenóides utilizando o bagaço do sisal como substrato Figura 9. Perfis de crescimento celular para o cultivo detoxificado (AD) e o não tratado (NAD) 6 5 4 3 2 1 0 0 20 40 60 Tempo (h) 80 100 120 Crescimento celular (AD) Crescimento celular (NAD) Fonte: Arquivo do autor Os perfis mostrados na Figura 9 foram obtidos para um cultivo de 120 h em meio submerso sob agitação. Nas condições já mencionadas, a produção máxima de células, 4,92 g/L, se deu em 96 h de cultivo para o meio que recebeu o processo de detoxificação e 2 g/L, no mesmo tempo de processo, para o licor sem nenhum tratamento prévio. Observa-se nitidamente que o crescimento das células de microrganismos foi bem mais eficiente na inoculação da levedura no substrato detoxificado. Verifica- se que o perfil de crescimento no licor tratado, detoxificado, em todo o tempo de cultivo está bem acima do cultivo inoculado no licor não tratado. Esse resultado é inferior ao obtido por Silva (2016) utilizando a mesma cepa da levedura R. mucilaginosa em um cultivo utilizando a manipueira como meio de crescimento, suplementado com glicose, extrato de levedura e sulfato de magnésio, 7,49 g/L em 96 h. O autor ainda analisou o crescimento da mesma cepa em meio sintético, composição mostrada na Tabela 4, obtendo uma produção máxima equivalente a 14,05 g/L em 96 h. A utilização do bagaço do sisal como substrato trouxe um resultado próximo ao encontrado por Schneider et al. (2013), que tiveram uma produção de 5,22 g/L de células da levedura R. glutinis utilizando água residual de efluente cervejeiro como substrato. Já Reyna-Martinez et al. (2015) encontraram uma produção máxima de 6,27 g/L, utilizando um meio sintético à base de glicose, extrato de levedura e peptona. Cazetta et al. (2005), utilizando melaço e vinhaça como substratos, obtiveram uma maior concentração de células em 48 h, equivalente a 7,05 g/L. Tais comparações mostram que o resultado aqui obtido foi bastante promissor. Tal análise comparativa evidencia que a suplementação do meio pode potencializar ainda mais a aplicação de hidrolisado de sisal como fonte de carbono uma vez que os resultados aqui encontrados, mesmo sem suplementação, se encontram próximos dos reportados para outros meios ricos em fontes de carbono de fácil assimilação pelos microrganismos. Os perfis de consumo, decaimento, de açúcares redutores (AR) estão representados na Figura 10. Série Iniciados v. 23 529