Produção biotecnológica de lipídeos e carotenóides utilizando o bagaço do sisal como substrato
meio de crescimento, Tabela 4, proposto por
Frengova et al. (1994). O crescimento celular
foi então conduzido em um shaker orbital por
24 h sob agitação de 200 rpm e temperatura
de 30 ºC.
A Figura 8 apresenta a morfologia da
levedura Rhodotorula mucilaginosa
Tabela 4. Composição do meio de crescimento
Constituinte Concentração (g/L)
Glicose 40,0
KH 2 PO 4 8,0
MgSO 4 .7H 2 O 0,5
Extrato de levedura 3,0
Fonte: Frengova et al. (1994)
Figura 8 - Repique da levedura Rodhotorula mucilaginosa
Fonte: Arquivo do autor
Após as 24 h de crescimento,
alíquotas de 50 mL foram retiradas do
meio e transferidas para tubos Falcon de
mesma capacidade. Os recipientes foram
centrifugados e o sobrenadante foi descartado.
O precipitado celular foi então suspenso em
5 mL de água destilada estéril e utilizado na
inoculação do hidrolisado hemicelulósico,
obtido na condição de ponto central, após
o mesmo ter sido esterilizado a 120 ºC em
autoclave por cerca de 15 minutos e seu pH
ajustado para 5,0 pela adição de hidróxido de
sódio (NaOH). Para o bioprocesso, realizado
em triplicata, utilizaram-se frasco do tipo
Erlenmeyer de 300 mL contendo 100 mL do
licor. O procedimento foi idêntico tanto para
o cultivo utilizando licor detoxificado (AD) e
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Série Iniciados v. 23
quanto para o hidrolisado não tratado (NAD).
A
concentração
celular,
ao
longo dos cultivos, foi quantificada por
espectrofotometria a um comprimento de
onda de 600 nm e a absorbância obtida foi
convertido em concentração através de uma
curva de calibração montada ao final do
cultivo. O consumo de açúcares redutores foi
monitorado pela metodologia de Vasconcelos
(2013). Todo acompanhamento cinético
foi realizado seguindo o proposto por
Schimidell et al. (2001) para a determinação
dos parâmetros de crescimento.
Os perfis de crescimento celular
(biomassa microbiana) que foram obtidos
são mostrados na Figura 9.