Série Iniciados Vol. 23 | Page 528

Produção biotecnológica de lipídeos e carotenóides utilizando o bagaço do sisal como substrato meio de crescimento, Tabela 4, proposto por Frengova et al. (1994). O crescimento celular foi então conduzido em um shaker orbital por 24 h sob agitação de 200 rpm e temperatura de 30 ºC. A Figura 8 apresenta a morfologia da levedura Rhodotorula mucilaginosa Tabela 4. Composição do meio de crescimento Constituinte Concentração (g/L) Glicose 40,0 KH 2 PO 4 8,0 MgSO 4 .7H 2 O 0,5 Extrato de levedura 3,0 Fonte: Frengova et al. (1994) Figura 8 - Repique da levedura Rodhotorula mucilaginosa Fonte: Arquivo do autor Após as 24 h de crescimento, alíquotas de 50 mL foram retiradas do meio e transferidas para tubos Falcon de mesma capacidade. Os recipientes foram centrifugados e o sobrenadante foi descartado. O precipitado celular foi então suspenso em 5 mL de água destilada estéril e utilizado na inoculação do hidrolisado hemicelulósico, obtido na condição de ponto central, após o mesmo ter sido esterilizado a 120 ºC em autoclave por cerca de 15 minutos e seu pH ajustado para 5,0 pela adição de hidróxido de sódio (NaOH). Para o bioprocesso, realizado em triplicata, utilizaram-se frasco do tipo Erlenmeyer de 300 mL contendo 100 mL do licor. O procedimento foi idêntico tanto para o cultivo utilizando licor detoxificado (AD) e 528 Série Iniciados v. 23 quanto para o hidrolisado não tratado (NAD). A concentração celular, ao longo dos cultivos, foi quantificada por espectrofotometria a um comprimento de onda de 600 nm e a absorbância obtida foi convertido em concentração através de uma curva de calibração montada ao final do cultivo. O consumo de açúcares redutores foi monitorado pela metodologia de Vasconcelos (2013). Todo acompanhamento cinético foi realizado seguindo o proposto por Schimidell et al. (2001) para a determinação dos parâmetros de crescimento. Os perfis de crescimento celular (biomassa microbiana) que foram obtidos são mostrados na Figura 9.