O modelo conventual franciscano nordestino:
aproximações com arranjos físicos de outras ordens religiosas
Nos campanários, as grandes variações
se encontravam no coroamento, podendo
haver pirâmides pesadas, meias-laranjas ou
bulbos.
Ainda em relação ao frontispício, havia
dois tipos, ambos do século XVII, os quais se
distinguiam pela linguagem: uma assumindo
a versão clássica, e outra apresentando maior
riqueza de detalhes artísticos (BAZIN, 1983,
p.148). No primeiro tipo, com protótipo no
convento de Ipojuca, em Pernambuco (Figura
10), vê-se um frontão triangular mais elevado
que o telhado, apoiado sobre pórtico de três
arcos romanos, que sustentam parte do coro
alto. Três janelas retangulares sem adornos
iluminam tal coro e duas grandes pilastras
toscanas flanqueiam a fachada, sustentando
a arquitrave com cornija saliente.
O segundo tipo de frontispício, representado
no convento de Cairu, na Bahia (Figura 11), é
descrito por Bazin como segue:
É
uma
magnífica
composição
monumental de essência piramidal,
obti da com a superposição de três
pavimentos de larguras decrescentes.
O pavimento inferior é um pórtico
de cinco arcadas, separadas por
grandes pilastras de ordem toscana.
Outras pilastras dividem o pavimento
intermediário em três tramos. O
arremate é um tabernáculo com uma
estátua que tem um frontão com
volutas coroado por uma cruz. Volutas
monumentais, ao lado de pirâmides
altas formam a transição entre os
diferentes níveis da composição
(BAZIN, 1983, p.149).
Figura 10. Igreja Franciscana de Ipojuca, PE
Fonte: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.070/368.
Figura 11. Igreja Franciscana de Cairu, BA
Fonte: CAMPELLO, 2001: p.70.
Série Iniciados v. 23
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