Série Iniciados Vol. 23 | 页面 405

O modelo conventual franciscano nordestino: aproximações com arranjos físicos de outras ordens religiosas Nos campanários, as grandes variações se encontravam no coroamento, podendo haver pirâmides pesadas, meias-laranjas ou bulbos. Ainda em relação ao frontispício, havia dois tipos, ambos do século XVII, os quais se distinguiam pela linguagem: uma assumindo a versão clássica, e outra apresentando maior riqueza de detalhes artísticos (BAZIN, 1983, p.148). No primeiro tipo, com protótipo no convento de Ipojuca, em Pernambuco (Figura 10), vê-se um frontão triangular mais elevado que o telhado, apoiado sobre pórtico de três arcos romanos, que sustentam parte do coro alto. Três janelas retangulares sem adornos iluminam tal coro e duas grandes pilastras toscanas flanqueiam a fachada, sustentando a arquitrave com cornija saliente. O segundo tipo de frontispício, representado no convento de Cairu, na Bahia (Figura 11), é descrito por Bazin como segue: É uma magnífica composição monumental de essência piramidal, obti da com a superposição de três pavimentos de larguras decrescentes. O pavimento inferior é um pórtico de cinco arcadas, separadas por grandes pilastras de ordem toscana. Outras pilastras dividem o pavimento intermediário em três tramos. O arremate é um tabernáculo com uma estátua que tem um frontão com volutas coroado por uma cruz. Volutas monumentais, ao lado de pirâmides altas formam a transição entre os diferentes níveis da composição (BAZIN, 1983, p.149). Figura 10. Igreja Franciscana de Ipojuca, PE Fonte: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.070/368. Figura 11. Igreja Franciscana de Cairu, BA Fonte: CAMPELLO, 2001: p.70. Série Iniciados v. 23 405