O modelo conventual franciscano nordestino:
aproximações com arranjos físicos de outras ordens religiosas
Figura 06. Planta baixa da Igreja de Gesú, Roma
Fonte: CAMPELLO, 2001: p.103.
Sua configuração se resume a uma
nave única com capelas laterais destinadas
a preces privadas e confissões (Figura 06). O
transepto se apresenta de uma forma quase
imperceptível e a capela-mor é ladeada
por dois altares colaterais. Em relação à
decoração, o exagero se faz presente através
do jogo de mármores variados, estuques,
douramentos, afrescos e esculturas. Em 1575,
Giacomo della Porta foi responsável por sua
fachada, que reúne elementos da Renascença
e do Barroco, sendo marcada pela ausência
de torres, pelo frontão triangular e pelas
volutas, tudo dentro da austeridade proposta
pela Companhia.
Outro
templo
construído
Figura 07. Igreja de São Roque, Lisboa
Fonte: CAMPELLO, 2001: p.95.
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Série Iniciados v. 23
em
consonância
com
as
recomendações
tridentinas foi a Igreja de São Roque, em
Lisboa, desenhada pelo arquiteto Afonso
Álvares na segunda metade do século XVI
(Figura 07). Segundo Campello (2001, p.130),
sua espacialidade de igreja-salão é traduzida
através de nave única com capela-mor pouco
profunda e oito capelas laterais (Figura 08).
Sua fachada maneirista, responsabilidade do
arquiteto Filippo Terzi, ilustra a simplicidade
preconizada pela Ordem, onde se destaca
a entrada principal, encimada por três
aberturas no nível intermediário, que é
coroado com um frontã o triangular, cujo
óculo central ilumina o interior da nave.