O modelo conventual franciscano nordestino:
aproximações com arranjos físicos de outras ordens religiosas
geral dos cenóbios em Portugal, com destaque
para o modelo franciscano, que reverberava
aquele produzido em todo o continente
europeu a partir do estabelecimento das
ordens religiosas nos séculos XII e XIII.
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Morfologia da arquitetura conventual
em Portugal
Os mosteiros cistercienses, outra
denominação destinada aos beneditinos
durante o medievo europeu face à
austeridade de vida religiosa por eles
adotada, são marcados por uma unidade
estética, onde, segundo Chicó (1981, p.76),
apesar das diferenças encontradas entre seus
exemplares mais representativos, é possível
perceber uma harmonia voltada para a
solidez e a simplificação de suas obras.
No livro A Arquitectura Gótica em
Portugal, Chicó (1981, p.57) faz uma breve
descrição de uma planta típica das grandes
abadias cistercienses. Iniciando pela fachada,
é destacada a ausência de torres e a presença
de um pórtico pouco elevado. A nave central é
mais elevada e ampla do que as naves laterais,
e o transepto extenso na maioria dos casos.
Sua capela-mor de planta retangular possui
diversas outras capelas anexas e o claustro
se desenvolve em uma das laterais na igreja,
apresentando os ambientes mais usuais
como celas, cozinha, refeitório, biblioteca,
entre outros.
Como exemplar cisterciense de
inegável expressividade em Portugal, tem-se
o Mosteiro de Alcobaça (Figura 02), cuja nave
central possui 70 metros de comprimento e
sua cobertura, assim como aquelas das naves
laterais é formada de abóbada de ogivas.
Seu transepto bastante saliente dá acesso
à sacristia, e a capela-mor pouco profunda
é envolta por nove capelas radiantes. O seu
claustro apresenta a forma de um quadrado
fechado, onde todos os ambientes necessários
à vida cenobítica orbitam à sua volta.
Figura 2. Abadia de Alcobaça
Fonte: CHICÓ, 1981: p.15
Já no século XIII, acontece um
distanciamento das igrejas do modelo
cisterciense, surgindo uma nova morfologia
de arquitetura monacal, que busca se afastar
da sobriedade dos monumentos cistercienses
(CHICÓ, 1981, p. 79).
Os franciscanos, frades vinculados
à ordem criada por Francisco de Assis em
1209 na Itália, chegam a Portugal quando
o estilo gótico começa a se desenvolver no
sul do país, gerando, em suas vastas regiões
despovoadas, monumentos com certa
unidade. Tal unidade é visível através de
diversas características, como o sistema de
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