Morrer no Semiárido brasileiro: secularidade, avanços e desafios
população urbana; razão de dependência;
porcentagem de vulneráveis e dependentes de
idosos; porcentagem de vulneráveis à pobreza;
porcentagem de pobres; renda per capita; renda
per capita dos pobres; renda per capita dos
extremamente pobres; esperança de vida ao
nascer; IDHM; taxa de envelhecimento; taxa de
analfabetismo – 15 anos ou mais.
Foi feito o dendograma para
representação gráfica (gráfico em árvores).
Para tanto foi utilizado o método por
particionamento k-means (HAIR, 2010).
O Teste de Análise de Variâncias
(ANOVA) foi empregado para as variáveis
que seguiram as pressuposições de um
teste paramétrico e para aquelas que não
cumpriram este requisito foi utilizado o
teste não-paramétrico de Kruskal Wallis
(KRUSKAL, 1952). Foi construído uma tabela
com a taxa bruta de mortalidade geral e as 22
principais variáveis utilizadas para a análise
de cluster para verificar significância pelo
teste ANOVA.
Para as análises estatísticas foi
utilizado o software livre R versão 3.3.3 (64
bit) (R Core Team, 2017).
Resultados e discussão
A
Tabela
1
mostra
as
137
microrregiões classificadas de acordo
com o Quadro 1. Apenas as microrregiões
de Pajeú-PE e Vitória de Santo Antão-PE
foram categorizadas como Muito Boa, 103
microrregiões possuía óbitos mal definidos
na faixa de 10-30% e 104 com uma cobertura
abaixo de 90%. 75 das microrregiões se
posicionaram na categoria com qualidade
Intermediário. Esta foi a categoria com o maior
número de microrregiões pertencentes a ela,
representando aproximadamente 56,2% do
total das microrregiões.
mal definidas. Uma situação similar ocorre
com uma cobertura menor (≤ 90%) e com
mal definidas baixa (< 10%) com apenas 3
microrregiões.
Um
resultado
preocupante
é
encontrado para as 26 microrregiões
com uma cobertura ≤ 90% e com causas
mal definidas com percentuais > 30%,
configurando um perfil de qualidade que
requer maiores desafios por parte dos
gestores responsáveis pelos sistemas de
informações e das precárias infraestruturas
na manutenção destes sistemas.
O Gráfico 1 mostra a relação entre a
cobertura de óbitos e as causas mal definidas
para a média do decênio 2000 – 2010. A
relação linear foi negativa, o que implica em
um aumento na porcentagem de cobertura
à medida que as porcentagens de óbitos mal
definidos diminuem, com um R 2 igual a 17%.
Ou seja, 17% das coberturas foram explicadas
pelas causas de óbitos mal definidas com um
p-valor < 0,0001.
A combinação do percentual da
cobertura dos óbitos com o percentual das
causas mal definidas é mostrada na Figura
1, onde foi admitido que os municípios
pertencentes à mesma microrregião possuem
as mesmas magnitudes. A Figura 1 revela
que a maior parte territorial do semiárido
no período de 2000 – 2010 foi classificada
na categoria Intermediário, ou seja com
um percentual da cobertura ≤ 90% e um
percentual das causas mal definidas entre 10
e 30%.
Apenas
3
microrregiões
se
posicionaram em uma situação contrastante:
cobertura > 90% e um percentual elevado
(>30%) de causas mal definidas. Esta
situação é menos provável de ocorrer devido
a que quando a cobertura é alta se espera
um percentual de óbitos baixo com causas
Série Iniciados v. 23
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