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O uso de mapas conceituais no ensino de Administração: o‘ olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
sendo que no primeiro o material é enviado com antecedência, para a elaboração do mapa individual, e no segundo momento a turma se divide em equipes, onde estas irão elaborar um mapa grupal para posterior discussão e reflexão.
Em relação ao processo de avaliação, os docentes afirmaram que usam os mapas como estratégia de ensino por toda a estrutura existente na universidade, uma delas é que o uso contínuo em outras disciplinas pode contribuir para a maturidade do aluno ao participar da atividade, estabelecendo relações importantes e autoconhecendo seus êxitos e deficiências no assunto, atendendo aos objetivos de aprendizagem propostos.
O OPPA também foi bastante citado como incentivo ao uso de estratégias ativas de ensino. A partir disso, pôde-se perceber que em geral os mapas são avaliados como estratégia efetiva no atendimento das necessidades de aprendizagem, inclusive, sendo usado como complemento à nota. O estabelecimento de um ambiente físico de aprendizagem também é determinante para o êxito da aprendizagem. Isso ficou evidente na indicação do OPPA porque oferece um layout de sala diferenciado, além da possibilidade de construção dos mapas coletivos nos quadros brancos instalados em todas as paredes do observatório.
Os mapas ainda puderam ser separados em duas abordagens, a primeira e usualmente aplicada, diz respeito ao uso de artigos com base teórica, em que os mapas atendem os requisitos de maior fixação e relação dos conteúdos. Já a segunda abordagem é feita com o uso de materiais que envolvem rotina ou problemas empresariais, onde os estudantes identificam onde determinado conteúdo pode ser visto na prática.
Além disso, conclui-se que os mapas conceituais auxiliam no processo de reflexão pela necessidade do aluno compreender o que leu, além de sintetizar em um esquema gráfico e fazer uma apreciação crítica ao discutir nos pequenos grupos e no grande grupo. Já o pensamento criativo é visto na própria forma como o aluno constrói o mapa e de como ele relaciona os diferentes conceitos existentes em algum tema.
Uma categoria ligada à aprendizagem autorregulada está relacionada ao direcionamento que a estratégia dá, tanto ao aluno, quanto para o professor, já que o primeiro passa a ter liberdade de como construir sua aprendizagem, enquanto o segundo percebe as evoluções e deficiências do estudante, dando maior autonomia e tornando o processo de aprendizagem mais eficiente. Ainda é importante ressaltar, que segundo alguns docentes, existem estudantes que não se limitam apenas à disciplina, e passam a usar como instrumento para outras disciplinas, preparação para concursos, entre outros. Isso revela a importância de uma estratégia de ensino no desenvolvimento do aluno.
Desta forma, como sugestão, é importante que a Universidade invista em cursos de capacitação docente envolvendo estratégias de ensino ativas, a exemplo das capacitações para os professores da área de ciências sociais aplicadas que são realizadas no OPPA e que estão vinculados a um projeto de pesquisa mais amplo, que recebe apoio do CNPq há seis anos e que esta pesquisa também faz parte.
Todos os achados anteriores, referem-se à contribuição da estratégia na aprendizagem dos alunos, porém em relação a mudança no comportamento, os resultados não foram capazes de revelar evidências de tal mudança. Entre as justificativas dos respondentes está que o comprometimento dos alunos é bastante satisfatório durante o uso da metodologia, porém quando retornam as aulas tradicionais, o envolvimento da turma em termos de comportamentos adotados durante a discussão de um mapa conceitual retorna a uma posição mais passiva do aluno em sala de aula. Sobre a mudança de comportamento dos alunos, esse resultado é limitado porque apresenta uma percepção do professor e apenas um estudo com os alunos que participaram de aulas utilizando mapas conceituais seria capaz de revelar se
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