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O uso de mapas conceituais no ensino de Administração: o‘ olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
ativas em dois semestres que seja, mudar o estilo.(...) Mas eu acho que é um começo e se não causa uma mudança completa, abre portas, então já meio que mostra outros caminhos para além daquele que pra ela tá sendo difícil de ter o resultado satisfatório que ela quer e quem sabe no futuro a gente ter um corpo que tenha mais essa habilidade, essa competência de tá aplicando essas metodologias diferentes.”( E1.13) E1 comenta que o fato das estratégias ativas de ensino ainda serem pouco utilizadas pelo corpo docente, não permite que haja uma mudança no comportamento do aluno a longo prazo. Mas menciona que caso isso passe a ser algo rotineiro na vida acadêmica do discente, muito possivelmente ele irá internalizar esse comportamento.“(...) eu acho que é preciso criar uma tradição, uma sequência, porque o aluno passa também a se tornar hábil naquilo, porque aquilo deixa de ser só uma atividade pontual e passa a ser de fato um entendimento de que é uma estratégia não somente pra uma nota, não é só uma atividade pra uma nota, mas aquilo ali pode ser levado pra outros âmbitos da sua vida acadêmica mesmo, ou da sua vida pessoal.(...) Mas é como eu digo a você não adianta eu fazer sozinho, ou fazer uma só, eu acho que tem que ser uma coisa que vire lugar comum pro aluno.”( E1.12) Nas respostas a seguir, os entrevistados relatam que não puderam perceber se o mapa influenciou no comportamento dos alunos após o seu uso.“ Então eu acredito que essa mudança internamente ela deve ter de alguma maneira ocorrido, mas eu não tive por conta do planejamento de aplicação dessas estratégias de ensino ativas que eu fiz, eu não tive um bom parâmetro.”( E3.13)“ Novamente eu não tô lhe dizendo que eu posso afirmar categoricamente se muda ou não muda. Eu não consegui perceber a mudança.”( E2.13)“ Não consigo perceber isso(...). O aluno mudou o comportamento no momento que ele precisou fazer o mapa, porque ele sentou, ele teve que se focar, teve que encontrar um espaço, teve que encontrar um tempo, talvez até tenha procrastinado até a véspera pra fazer o mapa né, mas de alguma maneira ele conseguiu autorregular sua aprendizagem(...). Agora durante a sala de aula, depois que fez o mapa o aluno mudou o comportamento, não tenho como te dizer isso.”( E5.13) E5 detalha que seus alunos não demonstram esse novo comportamento, ao referir que eles assumem esse hábito de regular sua aprendizagem apenas na aplicação dos mapas, após seu uso o aluno retoma o comportamento padrão.
Conclusões
A presente pesquisa revelou os aspectos que mais impactaram na efetividade da utilização de mapas conceituais, bem como os fatores que motivam os professores a continuar adotando a estratégia, ou o contrário. A partir das categorias apresentadas no quadro a seguir, foi possível identificar os principais achados que caracterizam aspectos do uso dos mapas conceituais e suas implicações na autoregulação da aprendizagem.
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