Série Iniciados Vol. 23 | Page 340

O uso de mapas conceituais no ensino de Administração: o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente a prova e terem acertado algumas coisas bem pontuais que tinham no texto. (E1.12)” E4 também concorda que o nível de aprendizagem do discente evolui, a partir do momento que ele passa a se sentir responsável pela construção da sua aprendizagem e ter maior participação nesse processo. O respondente ainda cita o fato de ter um score atribuído à tarefa, que de certa forma, faz com que o aluno tenha maior envolvimento na atividade. “O nível de comprometimento também é alto, porque a partir do momento que você dá espaço pro aluno mostrar o que aprendeu em sala de aula, ele se sente responsável, ele se sente corresponsável e além disso é óbvio que tem um critério de avaliação então eles se comprometem bastante. E muitos relatam que utilizam o mapa conceitual para outros estudos então eu vejo como um comprometimento muito alto né diante do seu aprendizado, e utilizam como método fora a disciplina, muitos fazem isso.” (E4.12) O nível de comprometimento da turma também evoluiu conforme E3 aponta, porém o mesmo comenta que não é possível afirmar que esse avanço se dá em razão dos mapas conceituais, visto que ele utilizou várias metodologias ativas no decorrer do semestre. “Melhorou (...), eu acho que ela teve esse nível de comprometimento despertado nos alunos né, mas eu acho que no caso dessa turma a gente já vinha trabalhando em uma certa crescente, então como eu consegui engatilhar ali primeiro um painel de notícia, depois um caso pra ensino, depois o pbl, aí chegou no mapa conceitual e depois a gente trabalhou outra atividade reflexiva então a coisa vinha num crescente, eu não tenho muita condição de te comparar pra dizer assim, olha o saldo foi por causa do mapa conceitual.” (E3.12) 340 Série Iniciados v. 23 Já E2, afirma que não houve diferença no comprometimento de seus alunos com o uso da estratégia. Muito disso se justifica pelo fato deles apresentarem um bom nível de comprometimento em toda disciplina, e que o uso dos mapas não deixou evidente a ocorrência de melhor ou pior aderência por parte dos estudantes. “Não vejo diferença (...). Mas eu não tenho muito problema com os alunos não de maneira geral em relação a isso. Meus alunos eles chegam 95% no horário, ou seja, antes de eu chegar ele já estão em sala de aula. 95% dos alunos só saem quando acaba a aula então isso não é ou pelo menos não foi algo decorrente dos mapas conceituais não. Até porque os mapas conceituais foram aplicados umas três semanas depois começar as aulas, então eu não vi a diferença, se alguém foi mais comprometido depois dos mapas conceituais ou foi menos comprometido.” (E2.12) Os resultados do estudo revelam que os professores indicam como os mapas conceituais podem levar os alunos a desenvolverem sua independência e autodirecionamento, mas não conseguem avaliar de que forma essa estratégia afeta o comportamento dos alunos como indica a próxima seção. Comportamento dos Alunos Um dos fatores, que segundo o relato dos entrevistados, o mapa não atingiu foi em relação ao comportamento dos alunos após a aplicação do mapa. Em geral durante o uso do mapa, os alunos se comprometem com a tarefa, participam e demonstram um bom desempenho na atividade. Todavia, posteriormente ao seu uso os docentes não perceberam que houve essa mudança no comportamento do aluno, como pode ser visualizado nas falas de E1, E2, E3 e E5. “Eu acho que não, eu não percebi esse tipo de mudança, eu acho que é muito tempo em sala de aula com outro tipo de metodologia, pras metodologias