O uso de mapas conceituais no ensino de Administração:
o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
a prova e terem acertado algumas
coisas bem pontuais que tinham no
texto. (E1.12)”
E4 também concorda que o nível de
aprendizagem do discente evolui, a partir do
momento que ele passa a se sentir responsável
pela construção da sua aprendizagem e
ter maior participação nesse processo. O
respondente ainda cita o fato de ter um score
atribuído à tarefa, que de certa forma, faz
com que o aluno tenha maior envolvimento
na atividade.
“O nível de comprometimento
também é alto, porque a partir do
momento que você dá espaço pro
aluno mostrar o que aprendeu em
sala de aula, ele se sente responsável,
ele se sente corresponsável e além
disso é óbvio que tem um critério de
avaliação então eles se comprometem
bastante. E muitos relatam que
utilizam o mapa conceitual para
outros estudos então eu vejo como
um comprometimento muito alto né
diante do seu aprendizado, e utilizam
como método fora a disciplina, muitos
fazem isso.” (E4.12)
O nível de comprometimento da
turma também evoluiu conforme E3 aponta,
porém o mesmo comenta que não é possível
afirmar que esse avanço se dá em razão dos
mapas conceituais, visto que ele utilizou
várias metodologias ativas no decorrer do
semestre.
“Melhorou (...), eu acho que ela teve
esse nível de comprometimento
despertado nos alunos né, mas eu
acho que no caso dessa turma a gente
já vinha trabalhando em uma certa
crescente, então como eu consegui
engatilhar ali primeiro um painel de
notícia, depois um caso pra ensino,
depois o pbl, aí chegou no mapa
conceitual e depois a gente trabalhou
outra atividade reflexiva então a coisa
vinha num crescente, eu não tenho
muita condição de te comparar pra
dizer assim, olha o saldo foi por causa
do mapa conceitual.” (E3.12)
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Série Iniciados v. 23
Já E2, afirma que não houve diferença
no comprometimento de seus alunos com
o uso da estratégia. Muito disso se justifica
pelo fato deles apresentarem um bom nível
de comprometimento em toda disciplina, e
que o uso dos mapas não deixou evidente a
ocorrência de melhor ou pior aderência por
parte dos estudantes.
“Não vejo diferença (...). Mas eu não
tenho muito problema com os alunos
não de maneira geral em relação a
isso. Meus alunos eles chegam 95%
no horário, ou seja, antes de eu
chegar ele já estão em sala de aula.
95% dos alunos só saem quando
acaba a aula então isso não é ou pelo
menos não foi algo decorrente dos
mapas conceituais não. Até porque
os mapas conceituais foram aplicados
umas três semanas depois começar
as aulas, então eu não vi a diferença,
se alguém foi mais comprometido
depois dos mapas conceituais ou foi
menos comprometido.” (E2.12)
Os resultados do estudo revelam
que os professores indicam como os
mapas conceituais podem levar os alunos
a desenvolverem sua independência e
autodirecionamento, mas não conseguem
avaliar de que forma essa estratégia afeta o
comportamento dos alunos como indica a
próxima seção.
Comportamento dos Alunos
Um dos fatores, que segundo o relato
dos entrevistados, o mapa não atingiu foi
em relação ao comportamento dos alunos
após a aplicação do mapa. Em geral durante
o uso do mapa, os alunos se comprometem
com a tarefa, participam e demonstram um
bom desempenho na atividade. Todavia,
posteriormente ao seu uso os docentes não
perceberam que houve essa mudança no
comportamento do aluno, como pode ser
visualizado nas falas de E1, E2, E3 e E5.
“Eu acho que não, eu não percebi esse
tipo de mudança, eu acho que é muito
tempo em sala de aula com outro tipo
de metodologia, pras metodologias