O uso de mapas conceituais no ensino de Administração:
o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
mental, então tem pessoas que tem
mais facilidade de pensar assim, e de
sintetizar e de linkar, de relacionar
conceitos (...), mas aí o fato de você
ter uma facilidade visual, porque aí
eu mesma coloco aqui, eu já sei cada
quadrinho de cada coisa, quem se
relaciona com quem, sabe. Querendo
ou não, numa prova, enfim qualquer
outro momento que você precisar
resgatar esses conceitos você faz essa
visualização e ajuda você, porque
aquilo ali tá um bocado de coisa por
trás e você lembra pelo menos o
principal né.” (E1.11)
“Mas é interessante ver eles utilizando
essas estratégias, principalmente essa
porque as outras são mais difíceis, não
de você se autodirecionar, você não
vai pegar um caso e estudar um caso,
você não vai pegar um filme e... você
não vai pegar uma notícia e fazer uma
discussão sobre uma notícia, pode até
fazer mas o mapa é mais óbvio pra
você estudar pra uma prova estudar
pra um concurso estudar pra alguma
coisa, então eu acho que realmente
funciona bastante.” (E1.11)
“Sim, podem sim. Inclusive é o relato
que tem mais ocorrido, a partir do
momento em que eles tem o primeiro
contato com o mapa, aí eles pensam
poxa como foi bom, como eu aprendi.
A partir disso eles usam o mapa
pra estudar marketing, estratégia,
políticas, relações de trabalho e para
concursos eu tenho relato de alunos
que estudaram para concursos
utilizando os mapas, a partir de uma
estratégia de sala de aula.” (E4.11)
“Eu tenho muitos relatos de alunos
que
dizem
assim:
Professora,
depois que eu aprendi a usar o mapa
conceitual eu estudo de outro jeito,
entendeu? Diferente das outras
estratégias, por exemplo uma história
em quadrinhos, eles utilizam, eles
gostam, eles fazem mas eles não
necessariamente depois vão utilizar
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Série Iniciados v. 23
história em quadrinho para estudar
e o mapa conceitual ele acaba sendo
uma ferramenta de aprendizagem e
de ensino, então ele realmente tem
essa relação significativa ao longo da
vida.” (E4.3)
“Eu acho que pode, como eu tinha
colocado no início, de alguma
maneira o mapa exige que o aluno
leia o texto. E assim, não é, por
exemplo, solicitação de um resumo
ou de uma resenha que hoje a Internet
tem um monte e que o aluno pode ir
lá buscar e tal e usar uma resenha
já utilizada por outros e às vezes
o professor não vai nem perceber.
(...) Então de alguma maneira ele
vai precisar ser focado, precisar
encontrar um ambiente adequado pra
isso, e tudo isso são fatores que estão
vinculados a essa autorregulação da
aprendizagem(...).” (E5.11)
“Porquê permite ele a encontrar a
forma do jeito dele, não é uma coisa,
como eu falei, se eu trouxer um mapa
conceitual e construir por mim, aquele
mapa vai muitas vezes servir pra mim,
porque eu vou tá fazendo as conexões
de acordo com a minha bagagem, os
tipos de leitura, ampliar ou não e o
aluno ele vai permitir muitas vezes ele
se conduzir, então ele se autodirigir
pra um caminho. Então eu acho que
tenha sim um potencial de provocar
no aluno um autodirecionamento.
(...) Porque à medida em que ele vai
avançando ele diz, eu posso melhorar
aqui.” (E6.11)
“Exatamente, porque aquele que
enxerga como uma ferramenta útil,
por que não usar? Então não existe uma
proibição, ah só vou usar quando for
pra uma determinada situação então
ele pode usar pra construir várias
disciplinas em vários momentos e em
vários contextos.” (E6.9)
Corroborando com os relatos dos
respondentes, Boruchovitch (1999) sustenta
que os mapas conceituais mobilizam o aluno