Série Iniciados Vol. 23 | Page 338

O uso de mapas conceituais no ensino de Administração: o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente mental, então tem pessoas que tem mais facilidade de pensar assim, e de sintetizar e de linkar, de relacionar conceitos (...), mas aí o fato de você ter uma facilidade visual, porque aí eu mesma coloco aqui, eu já sei cada quadrinho de cada coisa, quem se relaciona com quem, sabe. Querendo ou não, numa prova, enfim qualquer outro momento que você precisar resgatar esses conceitos você faz essa visualização e ajuda você, porque aquilo ali tá um bocado de coisa por trás e você lembra pelo menos o principal né.” (E1.11) “Mas é interessante ver eles utilizando essas estratégias, principalmente essa porque as outras são mais difíceis, não de você se autodirecionar, você não vai pegar um caso e estudar um caso, você não vai pegar um filme e... você não vai pegar uma notícia e fazer uma discussão sobre uma notícia, pode até fazer mas o mapa é mais óbvio pra você estudar pra uma prova estudar pra um concurso estudar pra alguma coisa, então eu acho que realmente funciona bastante.” (E1.11) “Sim, podem sim. Inclusive é o relato que tem mais ocorrido, a partir do momento em que eles tem o primeiro contato com o mapa, aí eles pensam poxa como foi bom, como eu aprendi. A partir disso eles usam o mapa pra estudar marketing, estratégia, políticas, relações de trabalho e para concursos eu tenho relato de alunos que estudaram para concursos utilizando os mapas, a partir de uma estratégia de sala de aula.” (E4.11) “Eu tenho muitos relatos de alunos que dizem assim: Professora, depois que eu aprendi a usar o mapa conceitual eu estudo de outro jeito, entendeu? Diferente das outras estratégias, por exemplo uma história em quadrinhos, eles utilizam, eles gostam, eles fazem mas eles não necessariamente depois vão utilizar 338 Série Iniciados v. 23 história em quadrinho para estudar e o mapa conceitual ele acaba sendo uma ferramenta de aprendizagem e de ensino, então ele realmente tem essa relação significativa ao longo da vida.” (E4.3) “Eu acho que pode, como eu tinha colocado no início, de alguma maneira o mapa exige que o aluno leia o texto. E assim, não é, por exemplo, solicitação de um resumo ou de uma resenha que hoje a Internet tem um monte e que o aluno pode ir lá buscar e tal e usar uma resenha já utilizada por outros e às vezes o professor não vai nem perceber. (...) Então de alguma maneira ele vai precisar ser focado, precisar encontrar um ambiente adequado pra isso, e tudo isso são fatores que estão vinculados a essa autorregulação da aprendizagem(...).” (E5.11) “Porquê permite ele a encontrar a forma do jeito dele, não é uma coisa, como eu falei, se eu trouxer um mapa conceitual e construir por mim, aquele mapa vai muitas vezes servir pra mim, porque eu vou tá fazendo as conexões de acordo com a minha bagagem, os tipos de leitura, ampliar ou não e o aluno ele vai permitir muitas vezes ele se conduzir, então ele se autodirigir pra um caminho. Então eu acho que tenha sim um potencial de provocar no aluno um autodirecionamento. (...) Porque à medida em que ele vai avançando ele diz, eu posso melhorar aqui.” (E6.11) “Exatamente, porque aquele que enxerga como uma ferramenta útil, por que não usar? Então não existe uma proibição, ah só vou usar quando for pra uma determinada situação então ele pode usar pra construir várias disciplinas em vários momentos e em vários contextos.” (E6.9) Corroborando com os relatos dos respondentes, Boruchovitch (1999) sustenta que os mapas conceituais mobilizam o aluno