O uso de mapas conceituais no ensino de Administração:
o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
do texto para os propósitos do texto
via mapa conceitual foi mais muito
mais tranquilo, foi muito mais fácil
de alinhar o que eu queria com o
que os mapas conceituais poderiam
discutir.” (E2.9)
“Eu acho que do ponto de vista da
estratégia é mais fácil você conseguir
direcionar sim, isso pra mim ficou
claro. (...) Eu achei mais fácil de
tentar tornar claro e operacionalizar
determinado
objetivo
de
aprendizagem que tava lá na ementa,
isso sim, agora do ponto de vista da
operacionalização da coisa, aí pra
mim foi mais custosa.” (E3.9)
“Eu percebo que é mais fácil,
especialmente quando o objetivo
é apreensão de conceitos teóricos.
Eu acho que o uso do mapa, ele tem
facilitado, ele é fundamental e tem
sido reconhecido, né, pelos alunos
ao final do semestre, apesar das
reclamações durante. Ele atende os
objetivos daquilo que eu pretendo
fazer com os mapas. Pra cada
metodologia de ensino que eu utilizo,
eu tenho um objetivo distinto. Com o
mapa é o aprendizado de conceitos
teóricos, e aí nesse sentido o mapa
conceitual eu acredito que ele facilite
esse aprendizado e eu consiga atingir
os objetivos.” (E5.9)
Em relação as dúvidas presentes
na elaboração, aos alunos não costumam
pedir auxílio ao professor, como é possível
observar na fala de E2.
“Mais uma vez, que eles não tiveram
dúvida. No meu caso foi muito
tranquilo, aliás eu espero que continue
fazendo o que ela tá fazendo nas
disciplinas anteriores porque quando
eu aplico é uma tranquilidade. Eu não
tenho que explicar nada, ninguém tem
dúvida de nada, pelo menos ninguém
me perguntou absolutamente nada
que entreguei.” (E2.10)
Porém o fator experiência, novamente
fez com que os alunos se sentissem inseguros
na elaboração, surgindo algumas dúvidas.
Fator que também pesou no lado docente, já
que a falta de diretrizes não deixou claro aos
alunos, quanto ao que fazer e como fazer.
“Na primeira vez que eu apliquei que
eu não fui muito claro nas diretrizes,
que os alunos não tinham muita
clareza e naquela primeira vez (...),
então eu lembro que eu tive muita
solicitação de apoio de grupos, pra
tentar esclarecer, organizar, etc e tal,
agora já dessa vez não, dessa vez foi
melhor, dessa vez foi mais tranquilo,
os alunos estavam melhor situados,
eles demandaram menos tanto de
mim quanto do meu monitor, mas
houve ainda assim solicitações de
apoio e pedidos de esclarecimento de
dúvidas sim.” (E3.10)
“No início eles buscam alguns
auxílios, que é aquela inquietação,
principalmente aquele aluno que
nunca fez ou que não tem esse hábito
de estudar fazendo resumo, fazendo
esquema, ele só estuda através de uma
leitura e de assistir a aula de estar ali
através de uma aula expositiva. Então
há umas inquietações iniciais mas que
por vezes a regra sendo passada pra
eles escrita né, algum roteiro de como
construir, muitos deles conseguem
vencer obstáculos por si só, quando
não aí faz a consulta, até com colegas
(...) ou então com o professor.” (E6.10)
Foi possível perceber que os
entrevistados ficaram divididos em relação
ao autodirecionamento que os mapas
conceituais podem estimular. De um lado, E1,
E4, E5 e E6 sinalizaram que o uso de mapas
conceituais trazem resultados positivos na
autorregulação do aluno.
“(...) Eu vi relatos, não diretamente
né, de alunos que usam o mapa
conceitual pra estudar porque tem
muito mais facilidade, e o mapa
especialmente porque é uma coisa
muito particular, e é muito de síntese
e é muito de você criar um modelo
Série Iniciados v. 23
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