Série Iniciados Vol. 23 | Seite 335

O uso de mapas conceituais no ensino de Administração: o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente costumo avaliar os quesitos principais, se o aluno utilizou a hierarquização de conceitos, se ele conseguiu fazer correlação entre esses conceitos, se usou conectores pra realização desse mapa e a quantidade de coisas que ele conseguiu correlacionar.” (E5.5) (...) eles tinham que num primeiro momento entregar individualmente e em um segundo momento realizar isso em grupo, na sala de aula e as duas atividades contabilizavam ponto. Eu, da maneira como eu aplico a estratégia, não sei se um dia chegue lá mas ainda engajo as atividades e tento preservar aquelas, o pessoal que vai fazer isso aí atrelando nota né, que eu acho que se eu largar isso, não sei eu ainda tenho uma sensação que pode ser por insegurança minha de aplicação da estratégia mas eu ainda tenho uma sensação que o aluno dispersa ou não leva tão a sério. (E3.5) Ainda em relação à avaliação dos mapas, os docentes afirmaram que as correções são feitas de maneira flexível, respeitando os estilos de aprendizagem dos alunos, visto que alguns mapas são mais simples e outros são mais completos, em razão do aluno externar a maneira como aprende. De acordo com isso, Pacheco e Damásio (2009) consideram que a estrutura do mapa se dá pela maneira como o estudante compreende e percebe o conteúdo. “Dificilmente eu vou colocar pontuação diferente pros alunos porque eu entendo que o mapa conceitual ele é algo, usar as palavras do professor “é algo orgânico” né. Então é algo de quem está fazendo, então o mapa precisa ser significativo para quem faz, para quem constrói.” (E5.6) “Você tem diferentes mapas né, então cada um compreende à luz das suas experiências e também dessas experiências anteriores(...). Algumas pessoas entenderam que tais elementos eram mais importantes que outros na hora de colocar no mapa conceitual, mas de uma maneira ampla as articulações daquilo que foi posto no mapa foram bem postas.” (E2.10) “Eu acho que justamente nessa ideia que não tem certo e errado no mapa. Então acho que o mapa ele trás essa independência nesse aspecto, não sabe, de que se foi lá e colocou tais conteúdos mais destacados do que você, o dela tá certo, o seu também tá certo. É diferente deu direcionar uma questão e aquela questão tem uma resposta única.” (E1.8) Articulação conceitual com a prática Se os mapas fazem com que o aluno perceba a relação entre teoria e prática foi algo que gerou um pouco de discussão entre os respondentes. De maneira geral, como a teoria aborda, os mapas conceituais são elaborados no intuito do estudante compreender, estabelecer relações e captar conceitos que uma leitura superficial não contempla, corroborando com a fala de E5. “Eu acho que comigo pelo menos eu não utilizei o mapa conceitual nesse sentido teoria e prática não, apesar de várias metodologias de ensino que a gente tem utilizado metodologias ativas terem essa pretensão de fazer vínculos teoria e prática, eu não acho que é o ponto principal do mapa conceitual. (...) Mapa conceitual, eu não tenho percebido, nem tenho buscado extrair na realidade isso dos alunos, eu tenho buscado extrair realmente mais conceitos teóricos.” (E5.7) Porém quando foram utilizadas leituras que envolviam o contexto prático, e quando foram discutidos como esses conceitos se encaixam no mundo real, os entrevistados relataram aspectos positivos e que os alunos conseguiram articular o material apresentado a eles com a prática. Série Iniciados v. 23 335