O uso de mapas conceituais no ensino de Administração:
o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
costumo avaliar os quesitos principais,
se o aluno utilizou a hierarquização
de conceitos, se ele conseguiu fazer
correlação entre esses conceitos, se
usou conectores pra realização desse
mapa e a quantidade de coisas que ele
conseguiu correlacionar.” (E5.5)
(...) eles tinham que num primeiro
momento entregar individualmente
e em um segundo momento realizar
isso em grupo, na sala de aula e as
duas
atividades
contabilizavam
ponto. Eu, da maneira como eu aplico
a estratégia, não sei se um dia chegue
lá mas ainda engajo as atividades e
tento preservar aquelas, o pessoal que
vai fazer isso aí atrelando nota né,
que eu acho que se eu largar isso, não
sei eu ainda tenho uma sensação que
pode ser por insegurança minha de
aplicação da estratégia mas eu ainda
tenho uma sensação que o aluno
dispersa ou não leva tão a sério. (E3.5)
Ainda em relação à avaliação dos
mapas, os docentes afirmaram que as
correções são feitas de maneira flexível,
respeitando os estilos de aprendizagem dos
alunos, visto que alguns mapas são mais
simples e outros são mais completos, em
razão do aluno externar a maneira como
aprende. De acordo com isso, Pacheco e
Damásio (2009) consideram que a estrutura
do mapa se dá pela maneira como o estudante
compreende e percebe o conteúdo.
“Dificilmente
eu
vou
colocar
pontuação diferente pros alunos
porque eu entendo que o mapa
conceitual ele é algo, usar as palavras
do professor “é algo orgânico” né.
Então é algo de quem está fazendo,
então o mapa precisa ser significativo
para quem faz, para quem constrói.”
(E5.6)
“Você tem diferentes mapas né,
então cada um compreende à luz das
suas experiências e também dessas
experiências anteriores(...). Algumas
pessoas
entenderam
que
tais
elementos eram mais importantes
que outros na hora de colocar no
mapa conceitual, mas de uma maneira
ampla as articulações daquilo que foi
posto no mapa foram bem postas.”
(E2.10)
“Eu acho que justamente nessa ideia
que não tem certo e errado no mapa.
Então acho que o mapa ele trás essa
independência nesse aspecto, não
sabe, de que se foi lá e colocou tais conteúdos
mais destacados do que você, o dela
tá certo, o seu também tá certo. É
diferente deu direcionar uma questão
e aquela questão tem uma resposta
única.” (E1.8)
Articulação conceitual com a prática
Se os mapas fazem com que o aluno
perceba a relação entre teoria e prática
foi algo que gerou um pouco de discussão
entre os respondentes. De maneira geral,
como a teoria aborda, os mapas conceituais
são elaborados no intuito do estudante
compreender, estabelecer relações e captar
conceitos que uma leitura superficial não
contempla, corroborando com a fala de E5.
“Eu acho que comigo pelo menos eu
não utilizei o mapa conceitual nesse
sentido teoria e prática não, apesar
de várias metodologias de ensino que
a gente tem utilizado metodologias
ativas terem essa pretensão de fazer
vínculos teoria e prática, eu não acho
que é o ponto principal do mapa
conceitual. (...) Mapa conceitual,
eu não tenho percebido, nem tenho
buscado extrair na realidade isso
dos alunos, eu tenho buscado extrair
realmente mais conceitos teóricos.”
(E5.7)
Porém quando foram utilizadas
leituras que envolviam o contexto prático,
e quando foram discutidos como esses
conceitos se encaixam no mundo real, os
entrevistados relataram aspectos positivos
e que os alunos conseguiram articular o
material apresentado a eles com a prática.
Série Iniciados v. 23
335