O uso de mapas conceituais no ensino de Administração:
o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
também pode ser vista nos estudos de
Pacheco e Damásio (2009).
“Eu identifico do ponto de vista de
que como eu fiz uma vez o mapa
conceitual sem diretrizes claras,
sem uma coisa planejada e como da
segunda vez, então essa segunda vez
eu percebi que teve uma diferença
sim em minimizar erros do seguinte
sentido nem todos os alunos, da
primeira vez que eu apliquei em 2016.1
nem todos os alunos compreenderam
a questão de hierarquia de conceitos,
nem todos os alunos compreenderam
que existe uma certa legenda pra o que
você tá criando de formas, setas tudo
mais.” (E3.4)
“Logo no começo sim. Acho que os
primeiros mapas, eles são uma quebra
de paradigmas, então eu percebo que
em algumas turmas, os alunos têm
alguma dificuldade, mas eu percebo
que essa dificuldade perpassa por
uma culpa minha, ou seja, é uma
culpa do professor, em função de já vir
utilizando o mapa há algum tempo,
acreditar que a pouca explicação que
ele dê sobre o mapa já funciona.”
(E5.4)
“Eu acho que se inicialmente o
mapa ele é explicado que ele não
pode ser simplesmente uma caixinha
ligada a outra por uma seta sem ter
uma palavra de ligação que dê esse
sentido, eu acho que o primeiro que
ele vá construir, ele vai ter mais
dificuldade, a medida que ele vai
exercitando, eu acho também que ele
vai internalizando essa maneira de
fazer e construir.” (E6.4)
“Identifico! Dificuldade de síntese,
muitos tem dificuldade de síntese,
dificuldade de estabelecer relações
entre os conceitos, muita dificuldade,
dificuldade de estabelecer hierarquia
entre os conceitos, porque também
é necessário e dificuldade de
contemplar um conteúdo inteiro com
espaço pequeno.” (E4.4)
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Série Iniciados v. 23
Em relação a apresentação da
estratégia aos alunos, os professores
costumam trabalhar de forma parecida, tendo
como principal enfoque definir a estratégia,
expor suas características, mostrar alguns
exemplos e também a preocupação em
comunicar com antecedência, para que os
alunos possam se programar.
“Levando em conta que eu tive essa
capacitação do OPPA, inclusive quem
ministrou a parte de mapas conceituais
foi ,
e ficou muito claro a questão do
planejamento e da especificação
clara do que você tem que passar
pra o aluno, primeira coisa que eu
faço quando lido com metodologias
ativas de ensino é o seguinte, eu
sinalizo com uma boa antecedência
pra os alunos que a gente vai ter uma
atividade dessa natureza, umas duas
semanas antes, olha no dia tanto nós
temos programada essa atividade, no
mesmo intervalo de tempo eu tento
colocar já o material e subir isso no
SIGAA, com instruções muito claras
do que fazer que é geralmente leia esse
artigo, ou então leia esses conteúdos
que nós vimos nessas aulas e trabalhe
um mapa conceitual que consiga dar
conta de envolver esses elementos,
esses tópicos que eu tô colocando
aqui ou mesmo de responder essa
pergunta ou essas perguntas que eu
estou colocando aqui.” (E3.5)
“Eu apresento o plano de ensino e já
digo que vai ter o mapa conceitual,
mas eu não explico o que é, quando é
próximo, um mês antes aí eu já jogo
no SIGAA que é o sistema que a gente
usa, a orientação de elaborar o mapa.
Nessa orientação tem dizendo o que
é, como faz, por que faz e os critérios
de avaliação. Depois que eu coloco no
sistema, na próxima aula eu abro os
documentos e leio junto com os alunos
e tiro as dúvidas, quando no dia que
eles fazem os mapas conceituais, a
primeira coisa que eu pergunto depois