Série Iniciados Vol. 23 | Page 332

O uso de mapas conceituais no ensino de Administração: o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente também pode ser vista nos estudos de Pacheco e Damásio (2009). “Eu identifico do ponto de vista de que como eu fiz uma vez o mapa conceitual sem diretrizes claras, sem uma coisa planejada e como da segunda vez, então essa segunda vez eu percebi que teve uma diferença sim em minimizar erros do seguinte sentido nem todos os alunos, da primeira vez que eu apliquei em 2016.1 nem todos os alunos compreenderam a questão de hierarquia de conceitos, nem todos os alunos compreenderam que existe uma certa legenda pra o que você tá criando de formas, setas tudo mais.” (E3.4) “Logo no começo sim. Acho que os primeiros mapas, eles são uma quebra de paradigmas, então eu percebo que em algumas turmas, os alunos têm alguma dificuldade, mas eu percebo que essa dificuldade perpassa por uma culpa minha, ou seja, é uma culpa do professor, em função de já vir utilizando o mapa há algum tempo, acreditar que a pouca explicação que ele dê sobre o mapa já funciona.” (E5.4) “Eu acho que se inicialmente o mapa ele é explicado que ele não pode ser simplesmente uma caixinha ligada a outra por uma seta sem ter uma palavra de ligação que dê esse sentido, eu acho que o primeiro que ele vá construir, ele vai ter mais dificuldade, a medida que ele vai exercitando, eu acho também que ele vai internalizando essa maneira de fazer e construir.” (E6.4) “Identifico! Dificuldade de síntese, muitos tem dificuldade de síntese, dificuldade de estabelecer relações entre os conceitos, muita dificuldade, dificuldade de estabelecer hierarquia entre os conceitos, porque também é necessário e dificuldade de contemplar um conteúdo inteiro com espaço pequeno.” (E4.4) 332 Série Iniciados v. 23 Em relação a apresentação da estratégia aos alunos, os professores costumam trabalhar de forma parecida, tendo como principal enfoque definir a estratégia, expor suas características, mostrar alguns exemplos e também a preocupação em comunicar com antecedência, para que os alunos possam se programar. “Levando em conta que eu tive essa capacitação do OPPA, inclusive quem ministrou a parte de mapas conceituais foi , e ficou muito claro a questão do planejamento e da especificação clara do que você tem que passar pra o aluno, primeira coisa que eu faço quando lido com metodologias ativas de ensino é o seguinte, eu sinalizo com uma boa antecedência pra os alunos que a gente vai ter uma atividade dessa natureza, umas duas semanas antes, olha no dia tanto nós temos programada essa atividade, no mesmo intervalo de tempo eu tento colocar já o material e subir isso no SIGAA, com instruções muito claras do que fazer que é geralmente leia esse artigo, ou então leia esses conteúdos que nós vimos nessas aulas e trabalhe um mapa conceitual que consiga dar conta de envolver esses elementos, esses tópicos que eu tô colocando aqui ou mesmo de responder essa pergunta ou essas perguntas que eu estou colocando aqui.” (E3.5) “Eu apresento o plano de ensino e já digo que vai ter o mapa conceitual, mas eu não explico o que é, quando é próximo, um mês antes aí eu já jogo no SIGAA que é o sistema que a gente usa, a orientação de elaborar o mapa. Nessa orientação tem dizendo o que é, como faz, por que faz e os critérios de avaliação. Depois que eu coloco no sistema, na próxima aula eu abro os documentos e leio junto com os alunos e tiro as dúvidas, quando no dia que eles fazem os mapas conceituais, a primeira coisa que eu pergunto depois