O uso de mapas conceituais no ensino de Administração:
o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
e aí querendo ou não, eles ficam mais
presentes naquele momento.” (E1.6).
(...)
Os
alunos
além
do
autodirecionamento que eles tem
para com seus estudos eles também
conseguem aprofundar mais o debate
eles conseguem assimilar mais
conceitos, a compreender, trazer
exemplos, trazer relações, conexões
do que simplesmente uma outra
ferramenta ou apenas com a aula
expositiva. (E6.12)
“Eu acredito que os mapas conceituais,
desde que eu os conheci, a partir
das disciplinas do meu doutorado,
eles colaboram com o aprendizado
do aluno. Fazem com que os alunos
passem efetivamente a ler os textos
que são solicitados, algo que o
professor se ele só pedir para que o
aluno faça a leitura ele não vai fazer,
e de alguma forma o mapa conceitual
efetivamente os obriga a ler o texto
para a construção desse mapa.” (E5.1)
“Levando em conta até mesmo a
capacitação do OPPA eu vim me dar
conta que é uma metodologia de ensino
ativa e tudo mais, e tanto por conta
de eu sentir que era interessante eu
dinamizar um pouco a minha prática
docente quanto por eu perceber que
ela era uma estratégia efetiva né.”
(E3.1)
Outro
aspecto
referente
ao
desempenho acadêmico que os entrevistados
mencionaram, foi em relação a contribuição
que os mapas trazem no domínio do
conteúdo que os alunos apresentam ao
utilizar esse diagrama. Eles afirmam que
há uma boa absorção do conteúdo, que essa
aprendizagem se dá de maneira significativa
e que tiram o aluno do papel passivo, para
uma postura de maior participação. Pacheco
e Damásio (2009), também consideram que
o desempenho na aprendizagem melhora,
mas também indicam seu uso constante para
superar as dificuldades de aprendizagem e de
construção do mapa.
“Nas duas ocasiões eu senti que
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Série Iniciados v. 23
houve uma boa absorção do conteúdo
por parte da turma (...). Mas eu sinto
que foi uma coisa que rendeu bem,
tanto do ponto de vista da fixação
dos conteúdos, quanto do ponto de
vista de quebrar a rotina você coloca
o aluno numa outra condição que ele
tem realmente que ficar um pouco
mais proativo e tomar uma dianteira
que se você não provocar, ele muito
provavelmente não toma né.” (E3.2)
“Com certeza, percebo isso em todas
as aulas. Eu acho que os alunos,
eles tendem a interagir mais,
especialmente quando a gente faz
mapas coletivos.” (E5.3)
“O
mapa
conceitual
no
meu
entendimento, ele vai fazer com que
o aluno possa consolidar o conteúdo,
então ele precisa por exemplo ler um
texto e desse texto absorver alguns
conceitos, alguns entendimentos...”
(E6.2)
“A própria teoria que trata de mapas
conceituais já vem mostrando que o
mapa conceitual ele faz com que esse
aprendizado seja mais significativo,
como eu falei na primeira questão.
Então eu acredito que eles contribuem
nesse sentido do aluno fazer essa
leitura e não fazer uma leitura “rasa”,
vamos dizer assim, é uma leitura
mais aprofundada, ele vai precisar
encontrar conceitos e encontrar
correlação que existe entre os
conceitos que são apresentados no
texto, e isso facilita a aprendizagem
deles.” (E5.2)
“O mapa conceitual ele acaba sendo
mais significativo porque o aluno
aprende naquele momento pra fazer
aquele conteúdo, mas ele acaba
usando como método de estudo pra
vida toda.” (E4.3)
(...) à medida que ele passa um mês
sem ver aquele material ao pegar
esse mapa que ele construiu sobre
determinado assunto, vai acionar algo
na cabeça dentro do aluno dizendo