O uso de mapas conceituais no ensino de Administração:
o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
de avaliação. Concluindo seu argumento,
os autores dizem que essas desvantagens
surgem em decorrência de tempo e trabalho
exigidos na avaliação.
A avaliação formativa soluciona
em parte, determinados problemas dos
métodos de avaliação tradicional e também
orienta uma melhor utilização dos mapas
conceituais nesse processo. Segundo Siqueira
e Souza (2007), a avaliação formativa é uma
ação que busca compreender os efeitos do
ensino sobre o indivíduo, permitindo ao
professor discernir a maneira como os alunos
estruturam seu conhecimento, para que ele
possa intervir de maneira mais efetiva.
Nesse sentido, Corrêa (2009) reitera
que, a avaliação formativa pode oferecer
informações que subsidiem professores
e alunos acerca do que foi aprendido,
favorecendo, em harmonia com Ruiz-Moreno
et al (2007) a autonomia do aluno, facilitando
seu próprio processo de aprendizagem, e
subsidiando o trabalho do professor por ser
uma fonte de retroalimentação.
Utilizar os mapas conceituais como
ferramenta de avaliação da aprendizagem,
evidencia os processos cognitivos do aluno
na apropriação do saber, além de conduzir
à exploração sobre critérios de análise
permitindo ao professor constar avanços
e permanências do aprendiz (SIQUEIRA;
SOUZA, 2007; RUIZ-MORENO et al, 2007).
Siqueira e Souza (2007) argumentam
que, uma das principais vantagens do mapa
conceitual como instrumento para uma
avaliação formativa é possuir uma estrutura
que facilita aos professores identificarem as
facilidades e dificuldades de aprendizagem.
Além de facilitar a avaliação pelo
docente, essa estratégia também permite ao
educando a autoavaliação, já que o mesmo
passa a perceber os pontos em que está
progredindo e onde estão localizadas as suas
lacunas de aprendizagem (CORRÊA, 2009).
O
mapa
conceitual
utilizado
como instrumento de avaliação revela a
apropriação do conhecimento a partir dos
conceitos, hierarquias e relações propostas
no diagrama construído pelos educandos,
evidenciado como o aluno está lidando com
as particularidades do assunto abordado.
Possibilita tanto ao professor, quanto
ao aluno, visualizar os pontos de ancoragem
entre os prévios e os novos conhecimentos,
revelando a posição deste no processo de
aprendizagem e favorecendo a criação de
estratégias para o êxito na apropriação
do conhecimento, além de permitir ao
professor ajustar o ensino às necessidades
de aprendizagem (SIQUEIRA; SOUZA, 2007;
CORRÊA, 2009).
Os mapas conceituais permitem a
visualização dos aspectos considerados
importantes, bem como as relações entre
eles estabelecidas pelo aluno, sendo de certa
forma os aspectos que direcionam os docentes
na avaliação destes esquemas gráficos,
caso o indivíduo esteja distante da proposta
de ensino, o professor pode identificar e
corrigir imediatamente (SIQUEIRA, SOUZA,
2007). O autor ainda explana que o papel do
professor na avaliação dos mapas se divide
em duas partes: verificar os conceitos-chave
e determinar a qualidade das relações feitas.
Pacheco
e
Damásio
(2009)
apresentam quatro processos que balizam
a avaliação dos mapas conceituais, e foram
propostos por Jamett (1985), são eles:
conceitos básicos, hierarquia, relação
entre conceitos e clareza do mapa. Essas
condições expostas na avaliação dos mapas
podem ocorrer de maneira qualitativa ou
quantitativa, dependendo assim do critério
que o educador preferir.
Mesmo sendo usado como um critério
de nota, o foco das correções dos mapas deve
ser a valoração das relações entre os conceitos,
pois é a partir dela que professor e aluno
adquirem o diagnóstico da atual situação e
podem propor estratégias de aprendizagem
que alcancem os objetivos de ensino. Pacheco
e Damásio (2009), ainda argumentam que
o mapa conceitual quando usado como
um instrumento avaliativo deve buscar
informações relevantes e significativas que
foram expostas nas relações apresentadas.
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