O uso de mapas conceituais no ensino de Administração:
o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
também acontece a partir das interações
sociais dos alunos, além de estimulá-los a
adotar comportamentos mais ativos e de
participação em sela de aula.
Assim, o mapa conceitual dinâmico
pode ser entendido como uma estratégia
ativa de ensino, uma vez que estabelece uma
estrutura metodológica de operacionalização
com o objetivo de levar o aluno a aprender
de forma coletiva e significativa. Também
contribui para a prática reflexiva do aluno
a partir do momento em que os alunos não
recebem apenas a responsabilidade de ler
um material didático, mas desenvolver
a capacidade de analisar, sintetizar,
compreender e criticar de acordo com um
conhecimento prévio, gerando assim,
maior envolvimento da turma e facilitando
ao professor a identificação de lacunas ou
problemas de aprendizagem dos alunos.
Com base nos estudos e observações
realizadas pelos professores durante o
desenvolvimento e a aplicação da estratégia
de mapas conceituais dinâmicos é a sua
relação com os estilos de aprendizagem
dos alunos. Assim, dependendo do estilo de
aprendizagem, um mapa conceitual pode
ser mais detalhado ou objetivo e a estratégia
de levar os alunos a elaborarem um mapa
conceitual coletivo foi justamente para que
os alunos melhorassem o desenvolvimento
de suas habilidades denominadas por
Kolb (1984) de experiência concreta,
observação reflexiva, conceituação abstrata
e experimentação ativa.
Na próxima seção, aborda-se o
processo de avaliação de mapas conceituais,
e no contexto do OPPA a avaliação dos
mapas individuais e coletivos é baseada nos
seguintes critérios de avaliação: clareza dos
conceitos, relações justificadas, riqueza de
ideias, criatividade e lógica de organização e
representatividade do conteúdo do material
didático que subsidiou a sua elaboração.
Processo de Avaliação de Mapas Conceituais
Os tradicionais métodos de avaliação
têm a função de coletar informações que
esclareçam o professor sobre os avanços e
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permanências do aluno em relação ao que
foi ensinado, podendo se valer de diversos
instrumentos, e a maneira que auxiliará
o avaliador na análise e no planejamento
docente, identificando as dificuldades do
aluno e como ele aprende, com o intuito
de melhorar o desempenho estudantil
(SIQUEIRA; SOUZA, 2007; CORRÊA, 2009).
Rocha e Spohr (2016) apontam que o
atual cenário educacional requer estratégias
que impliquem na aprendizagem efetiva do
aluno, assim como novos métodos de avaliar
essa aprendizagem. Assim, Ruiz-Moreno et
al (2007) revelam o mapa conceitual como
um instrumento avaliativo a partir de uma
perspectiva que percebe o sujeito no contexto
acadêmico e grupal, comprometido em
desenvolver os processos de aprendizagem.
Nesse
cenário,
os
mapas
se
configuram como uma das alternativas
que permitem ao educador enxergar o quão
distante o aluno está da aprendizagem
esperada,
possibilitando-o
a
realizar
intervenções pedagógicas que proporcionem
ao aluno desenvolver suas competências
(CORRÊA, 2009).
O sistema tradicional de avaliação,
tem se utilizado de técnicas e instrumentos
(provas e testes) que de certa forma,
substituem o ato de avaliar pelo de examinar
(LUCKESI, 1995, apud; SIQUEIRA; SOUZA,
2007), o que o autor considera