Série Iniciados Vol. 23 | Page 326

O uso de mapas conceituais no ensino de Administração: o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente também acontece a partir das interações sociais dos alunos, além de estimulá-los a adotar comportamentos mais ativos e de participação em sela de aula. Assim, o mapa conceitual dinâmico pode ser entendido como uma estratégia ativa de ensino, uma vez que estabelece uma estrutura metodológica de operacionalização com o objetivo de levar o aluno a aprender de forma coletiva e significativa. Também contribui para a prática reflexiva do aluno a partir do momento em que os alunos não recebem apenas a responsabilidade de ler um material didático, mas desenvolver a capacidade de analisar, sintetizar, compreender e criticar de acordo com um conhecimento prévio, gerando assim, maior envolvimento da turma e facilitando ao professor a identificação de lacunas ou problemas de aprendizagem dos alunos. Com base nos estudos e observações realizadas pelos professores durante o desenvolvimento e a aplicação da estratégia de mapas conceituais dinâmicos é a sua relação com os estilos de aprendizagem dos alunos. Assim, dependendo do estilo de aprendizagem, um mapa conceitual pode ser mais detalhado ou objetivo e a estratégia de levar os alunos a elaborarem um mapa conceitual coletivo foi justamente para que os alunos melhorassem o desenvolvimento de suas habilidades denominadas por Kolb (1984) de experiência concreta, observação reflexiva, conceituação abstrata e experimentação ativa. Na próxima seção, aborda-se o processo de avaliação de mapas conceituais, e no contexto do OPPA a avaliação dos mapas individuais e coletivos é baseada nos seguintes critérios de avaliação: clareza dos conceitos, relações justificadas, riqueza de ideias, criatividade e lógica de organização e representatividade do conteúdo do material didático que subsidiou a sua elaboração. Processo de Avaliação de Mapas Conceituais Os tradicionais métodos de avaliação têm a função de coletar informações que esclareçam o professor sobre os avanços e 326 Série Iniciados v. 23 permanências do aluno em relação ao que foi ensinado, podendo se valer de diversos instrumentos, e a maneira que auxiliará o avaliador na análise e no planejamento docente, identificando as dificuldades do aluno e como ele aprende, com o intuito de melhorar o desempenho estudantil (SIQUEIRA; SOUZA, 2007; CORRÊA, 2009). Rocha e Spohr (2016) apontam que o atual cenário educacional requer estratégias que impliquem na aprendizagem efetiva do aluno, assim como novos métodos de avaliar essa aprendizagem. Assim, Ruiz-Moreno et al (2007) revelam o mapa conceitual como um instrumento avaliativo a partir de uma perspectiva que percebe o sujeito no contexto acadêmico e grupal, comprometido em desenvolver os processos de aprendizagem. Nesse cenário, os mapas se configuram como uma das alternativas que permitem ao educador enxergar o quão distante o aluno está da aprendizagem esperada, possibilitando-o a realizar intervenções pedagógicas que proporcionem ao aluno desenvolver suas competências (CORRÊA, 2009). O sistema tradicional de avaliação, tem se utilizado de técnicas e instrumentos (provas e testes) que de certa forma, substituem o ato de avaliar pelo de examinar (LUCKESI, 1995, apud; SIQUEIRA; SOUZA, 2007), o que o autor considera