Série Iniciados Vol. 23 | Page 324

O uso de mapas conceituais no ensino de Administração: o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente no entendimento sobre determinado objeto de estudo. Outras vantagens no uso de mapas conceituais, segundo Agudelo e Salinas (2015) são: flexibilidade e autonomia nos processos de aprendizagem, consultar o material em função de suas necessidades, interesses e conhecimentos prévios, entre outras. Nos resultados de sua pesquisa, Corrêa (2009) aponta a maior dificuldade segundo relatos dos alunos, localizar e selecionar as ideias-chave, já que muitos consideravam importante grande parte do assunto. Pacheco e Damásio (2009), também citam que os alunos ao construírem seu primeiro mapa encontram muita dificuldade. Siqueira e Souza (2007) concordam que são inúmeras as vantagens e desvantagens do seu uso, mas que é necessário aos professores e alunos que o pratiquem como ferramenta de ensino e aprendizagem, apesar de não ser tarefa fácil. O uso de mapas conceituais favorece a regulação do ensino pelo professor, uma vez que pode-se verificar se os conteúdos propostos levam os alunos a aprender mais e melhor; assim como favorece a aprendizagem pelo estudante, orientando-o na identificação dos conhecimentos alcançados e os que ainda possuem lacunas concedendo a ambos corresponsabilidade e interdependência na superação das dificuldades de aprendizagem (CORRÊA, 2009). Agudelo e Salinas (2015), descrevem que uma trajetória de aprendizagem corresponde a necessidade de guiar os alunos, da mesma forma que proporciona flexibilidade para que exerçam certa autonomia no processo de aprendizagem. A aprendizagem autorregulada pressupõe e depende da vontade do estudante de superar-se em relação aos problemas que se impõem, demandando desejo de aprender objetivando o entendimento dos significados de determinado conteúdo, ao invés de ter como motivação nota ou aprovação (CORRÊA, 2009). As estratégias de ensino desempenham uma função primordial tanto para uma aprendizagem efetiva quanto para 324 Série Iniciados v. 23 a autorregulação (CORRÊA, 2009, p.66) e, nesse contexto, os mapas conceituais se caracterizam como uma estratégia que destaca a aprendizagem autorregulada dentro de um processo de formação flexível, como pressupõem Agudelo e Salinas (2015). Tavares (2007) ressalta a importância em direcionar o ensino na elaboração de estratégias que facilitem a aprendizagem significativa, buscando capacitar o indivíduo na aplicação dos conhecimentos adquiridos nas mais diversas situações. Concomitantemente, Corrêa (2009) menciona como necessário o ensino de estratégias flexíveis e versáteis, que sejam aplicáveis em diferentes áreas ou disciplinas, e o mapa conceitual se configura como método que atinge tais objetivos, seja como estratégia de ensino, ferramenta avaliativa, organizador textual, entre outros. Agudelo e Salinas (2015) evidenciam os aspectos nos quais os mapas conceituais auxiliam na autorregulação da aprendizagem, entre eles: ser um organizador dos conceitos, dar uma visão completa do tema em questão, oferecer opções na construção da própria aprendizagem. Pacheco e Damásio (2009) enfatizam que os estudantes podem se autoavaliar ao tentar produzir os mapas conceituais. À medida em que um estudante vai tendo dificuldades em sua construção, perceberá que não aprendeu suficientemente os conceitos discutidos, e em contrapartida, a redução dessa dificuldade implica na evolução do aluno sobre os assuntos abordados. Em conformidade ao exposto, Rocha e Spohr (2016) mostram que ao passo que um aprendiz utiliza esse instrumento com maior frequência, vai ficando claro as suas dificuldades de entendimento sobre o tema de estudo. Ruiz-Moreno et al (2007) também mencionam que os mapas podem direcionar práticas docentes voltadas para a autoria, autonomia e co-responsabilidade. De maneira complementar, Ruiz- Moreno et al (2007) confirmam que o mapa traduz, de certa forma, como está organizada a estrutura cognitiva do aluno, além de revelar