O uso de mapas conceituais no ensino de Administração:
o ‘olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
no entendimento sobre determinado objeto
de estudo.
Outras vantagens no uso de mapas
conceituais, segundo Agudelo e Salinas (2015)
são: flexibilidade e autonomia nos processos
de aprendizagem, consultar o material em
função de suas necessidades, interesses e
conhecimentos prévios, entre outras.
Nos resultados de sua pesquisa, Corrêa
(2009) aponta a maior dificuldade segundo
relatos dos alunos, localizar e selecionar as
ideias-chave, já que muitos consideravam
importante grande parte do assunto. Pacheco
e Damásio (2009), também citam que os
alunos ao construírem seu primeiro mapa
encontram muita dificuldade. Siqueira e
Souza (2007) concordam que são inúmeras
as vantagens e desvantagens do seu uso, mas
que é necessário aos professores e alunos que
o pratiquem como ferramenta de ensino e
aprendizagem, apesar de não ser tarefa fácil.
O uso de mapas conceituais favorece
a regulação do ensino pelo professor, uma
vez que pode-se verificar se os conteúdos
propostos levam os alunos a aprender mais e
melhor; assim como favorece a aprendizagem
pelo estudante, orientando-o na identificação
dos conhecimentos alcançados e os que
ainda possuem lacunas concedendo a ambos
corresponsabilidade e interdependência na
superação das dificuldades de aprendizagem
(CORRÊA, 2009).
Agudelo e Salinas (2015), descrevem
que uma trajetória de aprendizagem
corresponde a necessidade de guiar os
alunos, da mesma forma que proporciona
flexibilidade para que exerçam certa
autonomia no processo de aprendizagem.
A aprendizagem autorregulada pressupõe
e depende da vontade do estudante de
superar-se em relação aos problemas que se
impõem, demandando desejo de aprender
objetivando o entendimento dos significados
de determinado conteúdo, ao invés de ter
como motivação nota ou aprovação (CORRÊA,
2009).
As
estratégias
de
ensino
desempenham uma função primordial tanto
para uma aprendizagem efetiva quanto para
324
Série Iniciados v. 23
a autorregulação (CORRÊA, 2009, p.66)
e, nesse contexto, os mapas conceituais
se caracterizam como uma estratégia que
destaca a aprendizagem autorregulada
dentro de um processo de formação flexível,
como pressupõem Agudelo e Salinas (2015).
Tavares (2007) ressalta a importância
em direcionar o ensino na elaboração de
estratégias que facilitem a aprendizagem
significativa, buscando capacitar o indivíduo
na aplicação dos conhecimentos adquiridos
nas mais diversas situações.
Concomitantemente, Corrêa (2009)
menciona como necessário o ensino de
estratégias flexíveis e versáteis, que sejam
aplicáveis em diferentes áreas ou disciplinas,
e o mapa conceitual se configura como
método que atinge tais objetivos, seja como
estratégia de ensino, ferramenta avaliativa,
organizador textual, entre outros.
Agudelo e Salinas (2015) evidenciam
os aspectos nos quais os mapas conceituais
auxiliam na autorregulação da aprendizagem,
entre eles: ser um organizador dos conceitos,
dar uma visão completa do tema em questão,
oferecer opções na construção da própria
aprendizagem.
Pacheco e Damásio (2009) enfatizam
que os estudantes podem se autoavaliar
ao tentar produzir os mapas conceituais.
À medida em que um estudante vai tendo
dificuldades em sua construção, perceberá
que não aprendeu suficientemente os
conceitos discutidos, e em contrapartida, a
redução dessa dificuldade implica na evolução
do aluno sobre os assuntos abordados.
Em conformidade ao exposto, Rocha
e Spohr (2016) mostram que ao passo que
um aprendiz utiliza esse instrumento com
maior frequência, vai ficando claro as suas
dificuldades de entendimento sobre o tema
de estudo. Ruiz-Moreno et al (2007) também
mencionam que os mapas podem direcionar
práticas docentes voltadas para a autoria,
autonomia e co-responsabilidade.
De maneira complementar, Ruiz-
Moreno et al (2007) confirmam que o mapa
traduz, de certa forma, como está organizada
a estrutura cognitiva do aluno, além de revelar