O uso de mapas conceituais no ensino de Administração: o‘ olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente
em resposta ao tempo excessivo que os alunos levavam para tomar anotações nas aulas pelos métodos tradicionais( MARQUES, 2008).
Buzan enfatizou a maneira como os estudantes lidam e percebem as informações, selecionando e sintetizando o que realmente tem relevância em sua aprendizagem ao invés de basear a aprendizagem dos mesmos na quantidade de informações que lhe são apresentadas. Marques( 2008) discorre como se estruturam os mapas mentais, tendo a ideia principal normalmente no centro da página e as ideias associadas são descritas apenas com palavras-chave( sem as palavras de enlace, como ocorrem normalmente nos mapas conceituais) e ilustradas com imagens, ícones e cores variadas em forma de teia ou rede.
É uma representação esquemática em que a percepção do aprendiz ao enxergar a imagem, codifica algum significado pré-existente na sua estrutura cognitiva, e o reduzido número de informações em comparação ao mapa conceitual, sintetiza melhor as informações, além da rápida compreensão de qualquer colega, coisa que não acontece tão frequente nos mapas conceituais.
Quanto ao formato dos mapas conceituais, as palavras-chave são normalmente apresentadas no interior de círculos, retângulos ou outros símbolos, enquanto as relações são representadas por palavras de enlace, que são responsáveis por unir dois conceitos( SOUZA; BORUCHOVITCH, 2010; RUIZ-MORENO et al, 2007).
De acordo com Moreira( 1986) e Ruiz- Moreno et al( 2007), devem ser evidenciadas as relações e hierarquias entre os conceitos, não seguindo algum modelo ou regras para sua elaboração. O importante para Moreira( 1986), é que as relações contenham aspectos de inclusão, definição, similaridade, atributo ou ser parte de, ao passo que, as hierarquias são estabelecidas em termos de importância, generalidade e abrangência.
Como já citado acima, os mapas não seguem modelos rígidos de elaboração, logo, não existe mapa conceitual certo ou errado, apenas alguns que são pouco claros e elucidativos e outros mais completos e que expressam relações melhor definidas entre os conceitos. Para Tavares( 2007), um bom mapa deve ter conceitos que estejam diretamente ligados ao tema principal, sendo que essas relações podem ocorrer das mais variadas formas.
Um mapa conceitual pode ser construído sob duas perspectivas, a do especialista que conhece as particularidades do tema em questão e expressa nele a sua visão madura e profunda sobre o mesmo, e a visão do aprendiz, que ao conhecer determinado assunto constrói seu mapa desenvolvendo e exercitando a sua capacidade em perceber as generalidades e relações de determinado tema( TAVARES, 2007). O número de conexões também revela o quão íntimo do assunto é o autor do diagrama, sendo que quanto mais relações encontra-se na elaboração de um mapa, mais domínio sobre o tema pode ser identificado.
Os Mapas Conceituais como Estratégia de Ensino
Apesar dos mapas conceituais serem considerados uma ferramenta de apoio ao aluno durante o seu processo de aprendizagem, considera-se que sua aplicação também pode ser considerada uma estratégia de ensino desde que o professor o utilize estruture uma aula tomando como base de todo o processo de aprendizagem os mapas conceituais elaborados pelos alunos. Nesta seção, apresenta-se uma proposta de utilização do mapa conceitual como uma estratégia de ensino que pode inclusive levar o aluno a assumir um papel ativo em sala de aula.
Destaca-se, ainda, a existência de vantagens e dificuldades do uso de mapas conceituais. Entre as suas vantagens, Moreira( 1986) destaca o foco no ensino e na aprendizagem de conceitos, que segundo Novak( 2006, apud; Souza e Boruchovith, 2010) é obtida por meio das conexões estabelecidas entre ideias-chave resultando
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