O uso de mapas conceituais no ensino de Administração: o‘ olhar’ docente de sua contribuição na aprendizagem discente conceitos prévios facilitam a aprendizagem justamente por servirem como apoio para que os novos assuntos ganhem maior abrangência, no sentido de que um novo conhecimento se modifica e ganha significados, realçando os significados já existentes.
Quando um subsunçor passa a ser pouco utilizado, ocorre a perda de diferenciação entre significados, o que, segundo Moreira( 2012), é um esquecimento do que foi visto, mas se tratando de aprendizagem significativa, é possível a recuperação desses significados de maneira relativamente rápida.
Para Moreira( 2012) a clareza, a estabilidade e a organização do conhecimento prévio influenciam na aquisição significativa de novos conhecimentos, uma vez que o processo de aprendizagem é interativo, ou seja, o novo assunto se torna mais rico, estável e diferenciado, à medida que se integra e diferencia em relação ao que já existe.
Visto que o sujeito só aprende significativamente, partindo do que ele já sabe, Moreira( 2012) expõe que, para Ausubel, o conhecimento prévio seria a variável isolada mais importante da aprendizagem significativa, isto é, o subsunçor é a variável que mais influencia na aprendizagem do sujeito.
A aprendizagem significativa foi fundamental para a estruturação de mapas conceituais como uma forma de representar significados relacionados com conteúdos, estimular o autodirecionamento do aluno, além de propor um novo método de avaliação capaz de orientar professores e alunos no alcance dos objetivos de ensino propostos( TAVARES, 2007).
Mapas Conceituais
Os mapas conceituais foram desenvolvidos por Joseph Novak e seus colaboradores, em meados da década de setenta, na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, como uma forma de instrumentalizar a teoria da aprendizagem significativa de Ausubel( RUIZ-MORENO et al, 2007; ROCHA; SPOHR, 2016; PACHECO; DAMÁSIO, 2009).
O mapa conceitual pode ser definido como uma estrutura esquemática que indica relações entre conceitos incluídos numa estrutura hierárquica de proposições( TAVARES, 2007; RUIZ-MORENO, et al, 2007). De maneira simples, é uma representação visual para partilhar significados, entre as inúmeras possíveis de serem elaboradas, conforme apontam Rocha e Spohr( 2016) e Corrêa( 2009). Rocha e Spohr( 2016) ainda complementam essa definição indicando que os mapas conceituais são ferramentas para organizar e representar o conhecimento, sendo utilizados para indicar relações entre conceitos.
Nos resultados apresentados em sua pesquisa, Corrêa( 2009) observa que a percepção dos alunos sobre os conceitos que são mais relevantes, é o fator que impulsiona e os direciona na elaboração dos mapas. De acordo com isso, Pacheco e Damásio( 2009) afirmam que a percepção do aprendente em relação ao conteúdo irá determinar a estrutura do novo mapa, e segundo Ruiz- Moreno et al( 2007) é nessa compreensão individual dos aspectos mais importantes que reside as inúmeras possibilidades de esquematização.
Pacheco e Damásio( 2009) concluem que tal argumento justifica o fato de dois mapas de especialistas em uma mesma área provavelmente serem diferentes, porém isso não implica que estejam errados. Em complemento, Moreira( 1992) expõe que dois mapas diferentes sobre o mesmo assunto, construídos por pessoas distintas, podem estar igualmente corretos.
É bastante comum nas escolas e universidades os mapas conceituais e mentais serem propostos e usados da mesma forma, como se fossem a mesma coisa. Porém, ambos possuem certas particularidades que definem e caracterizam suas propostas de atuação. Os mapas mentais foram propostos por Tony Buzan no final dos anos sessenta,
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