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Efeitos da reserva cognitiva sobre as queixas subjetivas de memória prospectiva em uma amostra de idosos sem demência têm mostrado pior desempenho cognitivo e um aumento do risco de demência do que as pessoas de alta escolaridade( CONTADOR et al., 2015). Apesar da existência destas evidências em estudos, a relação das QSM com a RC tem sido raramente estudada( JESSEN et al., 2014; JOÃO et al., 2016; PERQUIN e al., 2016;) e os resultados ainda são contraditórios com base em algumas pesquisas. PERQUIN et al.( 2016) também encontraram que a as pessoas com uma alta RC apresentam uma redução na presença de queixas cognitivas e demência em adultos com idade superior a 64 anos.
Ressalta-se que“ nos últimos anos, investigadores têm elaborado questionários e escalas que procuram avaliar a RC através da participação em diferentes atividades de lazer a nível cognitivo, físico e social”( SOBRAL; PESTANA; PAÚL, 2014, p. 52). Dessa forma, as experiências intelectuais pessoais vão se acumulando ao longo da vida e contribuindo para a formação da reserva cognitiva que permanecem em idades mais tardias.
Por isso, é importante levar em consideração nos achados clínicos e em pesquisas com idosos a RC de cada indivíduo. E neste estudo, verificou-se o efeito da mesma com as QSM prospectivas, que são as queixas relacionadas sobre a capacidade de planejar eventos futuros e lembrar-se de realizá-los no tempo previamente determinado.
Espera-se que os níveis de RC module a frequência e presença de diferentes QSM no envelhecimento normal, á luz dos recentes resultados encontrados por João et al.( 2016).
Metodologia e Análise
Por se tratar de uma pesquisa envolvendo seres humanos, o primeiro passo foi submetê-la ao Comitê de Ética do Centro de Ciências da Saúde / CCS-UFPB no ano de 2017, de acordo com o que normatiza a Resolução 196 / 96 do Conselho Nacional de Saúde, tendo como número de processo CAAE: 03419212.4.0000.5188.
Concomitantemente ao início da pesquisa, foram feitas revisões bibliográficas de artigos a respeito do plano da pesquisa nas plataformas digitais CAPES, SciELO e PubMed que eram discutidos em reuniões semanais com o orientador, afim de aprimorar mais o conhecimento sobre as( QSM), principalmente sobre as prospectivas; enfatizando a relação e influência da( RC) sobre as queixas.
Os participantes da pesquisa foram recrutados para a pesquisa por meio de panfletos e cartazes distribuídos nas proximidades da Clínica Escola de Psicologia da UFPB. Os critérios de elegibilidade para os idosos puderem participar foram:
a) Idade maior ou igual a 60 anos; b) Não possuir diagnóstico de transtorno neurocognitivo maior, de acordo aos critérios DSM V, ou enfermidades psiquiátricas graves( esquizofrenia, por exemplo); c) Não possuir comprometimento cognitivo moderado ou grave, evidenciado pela pontuação igual ou inferior a 23 no Mini Exame do Estado Mental / MMSE ou por um escore maior ou igual a 4 na escala FAQ( Atividades da Vida Diária de PFEFFER); d) Não possuir um Comprometimento Cognitivo Leve( CCL), de acordo aos critérios estabelecidos por PETERSEN et al.( 1999); e) Não apresentar dificuldades de comunicação ou compreensão( afasias) no momento da entrevista; f) Não possuir deficiências sensoriais que interfiram na realização dos instrumentos de pesquisa; g) Não institucionalizados.
A participação nessa pesquisa foi de caráter voluntário. Dessa maneira, os sujeitos foram informados no início do estudo que a desistência em participar não acarretaria em nenhum tipo de prejuízo, tendo também a liberdade de retirarem seu consentimento a qualquer momento no transcorrer da pesquisa, sem o risco de sofrer qualquer dano ou constrangimento. Também foram assegurados a não identificação dos idosos
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