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Efeitos da reserva cognitiva sobre as queixas subjetivas de memória prospectiva em uma amostra de idosos sem demência compromete principalmente episódica de curto prazo. a memória Um dos processos cognitivos que se altera na fase idosa é a memória. A memória consiste basicamente na capacidade de codificar informações, armazená- las e evocá-las em momento oportuno (BADDELEY; EYSENCK; ANDERSON, 2011). Segundo ABRISQUETA-GOMEZ (2011) vários tipos de memórias são prejudicadas durante o envelhecimento cognitivo e cada um com seu grau de evolução. As memórias mais comprometidas são as de longo prazo que compreendem as memórias explícita ou declarativa e a operacional, dissociadas funcional e anatomicamente; seguidas das memórias de longo prazo semântica, de curto prazo e a implícita. Além dessas, existe também o comprometimento da memória prospectiva (capacidade de lembrar-se de eventos futuros). PAULO e YASSUDA (2009) mencionaram a memória episódica e as funções executivas como funções cognitivas alteradas no envelhecimento. Dessa maneira, as QSM são comuns em idosos, mas também em outras faixas etárias, ou seja, aqueles relatam o decaimento da capacidade de armazenarem informações. O decaimento da capacidade mnemônica está presente entre 25 a 50% deles (JONKER et al., 2000). As QSM são preocupações relatadas pelos indivíduos sobre seu próprio funcionamento cognitivo, A habilidade em perceber dificuldades para lembrar fatos que acontecem no dia a dia e fazer a autoavaliação de seus déficits faz parte do conceito de metamemória (MITCHELL, 2008b; PAULO; YASSUDA, 2009). Segundo CARSON (2011), toda pessoa que relata queixas de memória deveria ser avaliada do ponto de vista clínico com o objetivo de detectar possíveis comprometimentos e promover uma intervenção precoce, entretanto não se pode afirmar com total fidedignidade que as queixas de memória realmente são preditores do processo de envelhecimento patológico 296 Série Iniciados v. 23 (VERDELHO et al., 2011). Vale ressaltar que “existe um número significativo de idosos que, embora não apresentem comprometimento objetivo da memória (avaliado a partir de testes neuropsicológicos), queixam- se frequentemente de seu desempenho mnemônico nas atividades da vida diária” (SANTOS et al., 2012, p. 25). Um estudo longitudinal no qual participaram mais de 2000 sujeitos acima de 75 anos, revelou que as QSM podem ser manifestações pré-clínicas do Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) e de uma posterior Demência de Alzheimer (JESSEN et al., 2010). No respectivo estudo, a divisão das queixas ocorreu pela presença ou ausência de preocupação do idoso com relação a sua memória, e os resultados apontaram que a preocupação do idoso com seu déficit prediz de forma significativa o desenvolvimento de uma demência. Vale ressaltar que “idosos com queixa subjetiva de comprometimento da memória, mesmo com um desempenho cognitivo normal, podem desenvolver doença de Alzheimer após dois anos de seguimento clínico” (SANTOS et al., 2012, p. 25). Alguns pesquisadores sugerem que as QSM emanam de causas orgânicas (fatores vasculares, degenerativos), psicológicas (ansiedade e depressão) ou da inter-relação de ambas (PARADISE et al., 2011). Outros pesquisadores sugerem que ausência de QSM em população idosa pode estar associado com fatores de proteção, tais como a educação (PERQUIN et al., 2015). Outro fator que merece atenção quando se fala de déficits subjetivos de memória são os transtornos psicológicos que também podem afetar a memória. Dentre eles merece destaque a depressão e a ansiedade. Existem estudos que encontraram uma correlação entre queixas subjetivas de memória com a presença de um quadro clínico de ansiedade (PAULO; YASSUDA, 2009) e depressiva (AVILA; BOTTINO, 2006). Geralmente os idosos que têm depressão apresentam déficits para avaliarem a si