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Análise das concepções em saúde do trabalhador para gestores de empresas privadas
“ É a gente ta no abril verde, vamos entrar no abril verde agora, então todo, todo... sempre a gente tem campanha”( P4).
Quando existe a capacitação e qualificação, geralmente é feito aquilo que é obrigatório, como pode ser verificado no discurso do P3:“[...] todas as capacitações e qualificações que são obrigatórias a empresa atende mesmo que não seja exigido pelo cliente, mas por princípio né...”( P3).
Apenas um dos participantes trouxe algumas ações preventivas que a empresa disponibiliza antes do trabalhador começar a exercer o cargo e também durante seu contrato com a empresa. Esses programas de treinamento e desenvolvimento dos colaboradores não só beneficia o funcionário, levando-o a conhecer fatores que serão importantes para seu desenvolvimento pessoal e para promoção da qualidade de vida no trabalho, como também é uma forma de elevar o capital intelectual da empresa( ALVEZ, 2011).“ Primeira ação: Exame admissional. Segundo passo: O primeiro dia de trabalho deles não é na obra, é neste escritório, eu adapto ele como um auditório, tem um dia de treinamento de integração. Pela manhã, a questão da segurança é bem abordada. E, à tarde um treinamento específico pra segurança, focado no que cada cargo vai fazer. Pra isso, tem um manual de integração e socialização, que cada um deles recebe. A gente faz também um folder“ Padrões mínimos de segurança”. Aí vem... exames, treinamentos de integração, palestras anuais obrigatórias, diálogos de segurança e muita sinalização”( P8). Com relação ao engajamento dos funcionários nessas ações, alguns entrevistados trazem que não existe engajamento pelo fato de não existirem as ações em si. Outros citam que os funcionários não gostam de participar das ações, como é exposto na seguinte fala:“ Geralmente, o pessoal operacional de construção não gosta de treinamento”( P8). E, apenas dois dos entrevistados indicam que os colaboradores são ativos e gostam de participar das ações, como pode ser verificado na fala a seguir:“ Sim, com certeza, a gente sempre forma uma comissão pra trabalhar na campanha e todo mundo é bastante envolvido”( P4).
Ou seja, é necessário não apenas que sejam implementadas essas ações, mas que essa implementação seja feita de forma efetiva, usando, por exemplo, da arte para chamar a atenção dos trabalhadores e despertar neles o interesse pelo tema.
Retorno do trabalhador afastado
Ao serem questionados a respeito de como se dá o retorno do colaborador a empresa, o que a maioria dos gestores trazem no seu discurso é a questão da readequação / readaptação desse trabalhador, seguido da orientação e acompanhamento, como pode ser visto nas seguintes falas:“ Dar todas as orientações necessárias pra que essa pessoa seja recebida, e aí vai acompanhando né, tem que ter um acompanhamento mais de perto. [...] tem a estabilidade quando volta, a gente tenta readequar”( P1);“ Ele é absorvido e começa a ser instruído e ser orientado, e a gente não tem grandes problemas para fazer esta adequação agora tem casos que são extremamente limitantes aí é difícil”( P3);“... faz o exame de retorno ao trabalho e inicialmente a gente tenta aloca-lo numa atividade onde ele exerça menos, se for coluna ou alguma coisa assim, onde ele exerça menos peso, pra que seja menos intensa, pra ele voltar a se adaptar ao trabalho”( P4). De acordo com Ramos, Tittoni e Nardi( 2008 p. 212),“ a experiência de afastamento do trabalho por adoecimento profissional está marcada social e historicamente pela incapacidade para o trabalho e pela insegurança”, principalmente porque, de acordo com a legislação brasileira, é necessário que haja a comprovação do vínculo entre o trabalho que o colaborador realiza e o seu adoecimento, pois só assim poderá ter acesso aos benefícios a que tem direito na sua condição( RAMOS; TITTONI; NARDI, 2008).
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