Compreendendo a pedofilia: medidas explícita e implícita
Estudo 2. Correlação entre as medidas explícita e implícita.
Amostra
Participaram deste estudo 95 pessoas
do sexo masculino de diferentes estados
brasileiros. Suas idades variaram de 18 a 52
anos (M = 25,9; DP = 7,24), sendo a maioria
casada (75,8%), heterossexual (84,2%), de
classe baixa (45,3%) e católica (72,6%).
Instrumentos
Os participantes responderam as
mesmas medidas explícitas do estudo
anterior. Com a finalização das respostas em
tais medidas, o participante foi redirecionado
a responder o Teste de Associação Implícita de
palavras, detalhado a seguir:
TAI Pedofilia (GRAY et al., 2005). Esta
é uma versão computadorizada e adaptada
para o presente estudo, valendo-se das
categorias de estímulo as palavras criança
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Série Iniciados v. 23
(infantil, inocente, criança, escola, doces,
brinquedo, vulnerável e parque) e adulto
(barba, crescido, maduro, responsável, forte,
sábio, trabalho e salário), e como categorias-
alvo as palavras sexo (seios, orgasmo, pênis,
lamber, tesão, vagina, amasso e penetrar)
e não-sexo (andar, cotovelo, olhos, mãos,
correr, sorrir, conversar e dedo do pé). Foram
utilizados 40 ensaios para os blocos de treino
(1, 2, 4) e 60 ensaios para os do teste (3, 5).
Nesta
medida
os
estímulos
(palavras) apareceram no centro da tela e os
respondentes deveriam utilizar duas chaves
de resposta, uma esquerda (tecla E) e outra
direita (tecla I), para associar o estímulo
à categoria-alvo pertencente. Foram três
blocos de ensaio e aos participantes foi dada a
instrução de que deveriam responder o mais
rápido possível, tentando não cometer erros,
o que inviabilizaria sua avaliação.