Série Iniciados Vol. 23 | Page 275

Compreendendo a pedofilia: medidas explícita e implícita de Kaiser, cujos autovalores foram de 5,46 e 1,39. Este critério, entretanto, tem sido considerado como excessivamente leniente (DAMÁSIO, 2012). Desta forma, decidiu- se checar a distribuição gráfica dos valores próprios (critério de Cattell), que sugeriu a extração de um ou dois fatores (veja Fig. 1). Figura 1. Gráfico de Sedimentação (scree plot). Considerando a imprecisão do gráfico e com vistas a dirimir qualquer dúvida, decidiu- se realizar uma análise paralela (critério de Horn). Para tanto, admitiram-se os mesmos parâmetros do banco de dados empírico, isto é, 218 participantes e 13 itens, realizando 1.000 simulações. Comparando os três primeiros valores próprios observados (5,46, 1,39 e 0,97) com os simulados (1,42, 1,31 e 1,23), percebeu-se que o terceiro valor próprio simulado foi superior ao do banco empírico. Portanto, a análise paralela sugeriu a retenção de dois fatores. deveriam ser obrigados a fazer terapia), 9 (O sistema legal deveria ter mais tolerância com os pedófilos) e 12 (A privacidade dos pedófilos é mais importante do que as necessidades de informação e segurança pública). Portanto, eles foram excluídos da escala. Os dez itens restantes explicaram, conjuntamente, 51,8% da variância total. O fator geral de atitudes punitivas apresentou valor próprio de 5,17 e índice de consistência interna (alfa de Cronbach) de 0,89 (veja Tab. 1). Mesmo diante do resultado apontado pelo critério de Horn, optou-se pela manutenção da estrutura unifatorial encontrada da escala original, primando-se por embasamento t