Compreendendo a pedofilia: medidas explícita e implícita
de Kaiser, cujos autovalores foram de 5,46
e 1,39. Este critério, entretanto, tem sido
considerado como excessivamente leniente
(DAMÁSIO, 2012). Desta forma, decidiu-
se checar a distribuição gráfica dos valores
próprios (critério de Cattell), que sugeriu a
extração de um ou dois fatores (veja Fig. 1).
Figura 1. Gráfico de Sedimentação (scree plot).
Considerando a imprecisão do gráfico e com
vistas a dirimir qualquer dúvida, decidiu-
se realizar uma análise paralela (critério
de Horn). Para tanto, admitiram-se os
mesmos parâmetros do banco de dados
empírico, isto é, 218 participantes e 13 itens,
realizando 1.000 simulações. Comparando os
três primeiros valores próprios observados
(5,46, 1,39 e 0,97) com os simulados (1,42,
1,31 e 1,23), percebeu-se que o terceiro valor
próprio simulado foi superior ao do banco
empírico. Portanto, a análise paralela sugeriu
a retenção de dois fatores.
deveriam ser obrigados a fazer terapia), 9 (O
sistema legal deveria ter mais tolerância com
os pedófilos) e 12 (A privacidade dos pedófilos
é mais importante do que as necessidades de
informação e segurança pública). Portanto,
eles foram excluídos da escala. Os dez itens
restantes explicaram, conjuntamente, 51,8%
da variância total. O fator geral de atitudes
punitivas apresentou valor próprio de 5,17
e índice de consistência interna (alfa de
Cronbach) de 0,89 (veja Tab. 1).
Mesmo diante do resultado apontado pelo
critério de Horn, optou-se pela manutenção
da estrutura unifatorial encontrada da escala
original, primando-se por embasamento
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