Carol Magalhães
que ela não estava bem tornei a levar, foi diagnosticada com princípio de pneumonia. No mesmo dia, a noite já estava bem grave. Dia 30 pela manhã foi para UTI, entubada e sedada.
Dia 03 de janeiro de 2014, na UTI daquele hospital, lutando bravamente para viver, a Carol completou 14 anos. Em 18 de janeiro de 2014 ela partiu. Mas não partiu sozinha, levou consigo minha alegria e vontade de viver.
Eu mesma providenciei todos os detalhes para o sepultamento. Não sei de onde tirei forças, mas eu precisava fazer, eu queria fazer aquele último ato por minha filha. O velório da Carol foi algo sobrenatural, sentia-se de forma quase palpável a presença de Deus. Todos que entravam ali sentiam uma imensa paz, não havia choro, desespero, só aquela paz que excede a todo entendimento.
Porém, eu não queria vê-la naquele caixão, mas alguém achou que eu deveria, me levou até ela, agradeço muito por isso. Enfim voltamos para uma casa vazia, sem riso, sem cor. Muitos amigos se afastaram, acho que passamos a exalar um cheiro diferente, de tristeza, de dor, as pessoas não querem conviver com aquela situação. Ver a nossa dor abala aquele mundo perfeito em que
Meu nome é Ana Magalhães, tenho 49 anos, sou evangélica, casada com Derivaldo , mãe do Lucas de 10 anos e da Carol, que hoje estaria com 17.
Minha vida mudou totalmente no dia 28 de dezembro de 2013. A Carol sentiu uma forte dor abdominal, levei ao hospital, foi medicada. Dia 29 notando
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