distantes de países capazes de obter um melhor ambiente de
negócios e também da grandeza de espaço para alcançarmos
ganhos de competitividade através de reforma microeconômica,
buscando aprimorar o ambiente de negócios e incentivando o
empreendedorismo.
As dificuldades encontradas pelos empreendedores no país
são diversas: tributárias, de financiamento, infraestrutura,
comércio exterior, inovação e investimentos, na busca da produti-
vidade e de redução do Custo Brasil.
Um assunto que tem chamado atenção do Banco Central são os
spreads bancários, ou seja, a diferença entre o que os bancos
pagam na captação de recursos e o quanto eles cobram ao conce-
der um empréstimo para a pessoa física ou jurídica, que são
desproporcionalmente elevados no Brasil em comparação a qual-
quer padrão internacional. Segundo dados do Banco Mundial, o
spread brasileiro é o 2º maior do mundo e sete vezes maior que a
média do mundo (5,47%). É fundamental um programa de incen-
tivo à adimplência e aplicação de garantias, promovendo a dimi-
nuição dos custos administrativos e incentivando a concorrência.
No cheque especial é onde se cometem os maiores erros,
sempre em favor dos bancos, que fazem o jogo de estica e puxa
no limite do cheque especial, manipulam os números condu-
zindo o consumidor para uma dívida impagável, com a aplicação
de juros abusivos que passam de 400% ao ano. Imagine uma
dívida de R$ 10 mil no cheque especial. Em apenas 12 meses, ela
se multiplica em 6 vezes, ou seja passa a ser de R$ 60 mil. Esta
abusividade precisa ter fim. Diante deste absurdo, há vários
casos em que os consumidores conseguem reduzir a dívida em
até 90% do saldo devedor.
A taxa de juros do cheque especial cresceu em janeiro e chegou
a 324,7%, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central.
Ainda de acordo com o BC, a taxa de juros do rotativo regular do
cartão de crédito, voltada aos consumidores que pagaram o valor
mínimo da fatura, chegou a 241% ao ano, em janeiro.
O crédito rotativo não regular, destinado aos consumidores
que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura,
entre dezembro e janeiro, chegou a 387,1% ao ano. Em janeiro de
2017, ela estava em 541,5% ao ano. Com isso, a taxa média na
modalidade de crédito – regular e não regular – ficou em 327,9%
ao ano. A taxa do crédito parcelado aumentou, chegando a 171,5%
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Alexandre Pereira Silva