Riscos que nos ameaçam PD50 | Page 91

Reformas microeconômicas
Alexandre Pereira Silva

Nos últimos trinta anos, o Brasil teve um aumento insignificante em sua produtividade, o que explica o não aumento do nosso crescimento econômico de forma sustentada. Sendo este um assunto importante, devemos pensar em algum caminho para fazer crescer nosso país.

Podemos encontrar três motivos que explicam a omissão em relação à produtividade. O primeiro é a política econômica, centralizada na tentativa de controle da inflação e no surgimento de crises externas, assim deixando de dar a devida importância à sua própria produção. A estabilidade macroeconômica é uma ação necessária, mas não suficiente para o crescimento. O segundo é a falta de preocupação na política industrial e comércio exterior. Já o terceiro é que o Brasil aponta falhas em sua governança, dificultando o desempenho dos órgãos estatais.
As nações com melhor desenvolvimento são aquelas dispostas a incentivar o empreendedorismo, favorecendo a produção, estimulando a riqueza, gerando emprego e renda, sendo eficientes para dispor de um estimulante ambiente institucional. Vale ressaltar, o ambiente econômico para a produtividade das empresas e a competitividade do país possibilitam um novo ciclo de crescimento na economia.
Diante dessa proporção, vem o“ Custo Brasil”, que abrange o conjunto de dificuldades estruturais, tais como o mau funcionamento, excesso de burocracia, insegurança jurídica, carência na educação e os custos, desfavorecendo o investimento no país. Com isso, prejudica-se a concorrência das empresas, dificulta-se a participação no comércio exterior, cria-se escassez de empregos de qualidade, baixa renda e ocasiona-se insignificante crescimento de longo prazo. Em consequência, gera-se um efeito de ciclo vicioso: menor competitividade / menor produtividade / menor competitividade.
Em pesquisa recente, entre 190 economias, o Brasil ocupa a posição 123 ª no ranking geral, demonstrando o quanto estamos
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