O tema é algo importante de ser pensado. A mulher
esteve sujeita a um tipo de estereótipo, num rótulo,
durante muito tempo ao longo da história. Podemos pen-
sar que a figura feminina desde a antiguidade, e fazer
uma relação entre o papel da mulher na vida social e na
vida política, que na realidade não existia, até pouco tem-
po. Sem voz ou participação. Isso em função da mudança,
da forma de governo e da maneira que a sociedade se
colocava, tudo era feito na base do patriarcalismo.
E assim era na maioria dos povos antigos. Vamos
pegar como exemplo a Grécia Antiga, o berço da Demo-
cracia. A mulher era vista nos povos antigos como objeto.
Para reprodução, para cuidado dos afazeres domésticos,
dos filhos, para servir seus maridos sexualmente. Essa
era a visão, patriarcalista, machista. Já o homem ficava
destinado ao mundo dos negócios e ao mundo da política.
Dentro desses modelos, a mulher realmente não possuía
voz, pois quem dominava era o homem, tanto é que o her-
deiro do trono, eram filhos primogênitos machos. Por isso,
reis preferiam ter um filho varão, “macho”, para que ele
pudesse então herdar o poder.
Na democracia Grega, elas, por exemplo, não vota-
vam.
Bom, se formos pensar na evolução da mulher, ao
longo do tempo ela continua sendo subjugada sob
homens. Quando elas se impunham de alguma maneira
para quebrar isso, elas sofriam. Repressão, perseguição.
Eram reprimidas de diversas maneiras.
Na Idade Média, tivemos a presença muito forte da reli-
gião. A partir do século V d. C até o XV, então durante todo
esse tempo, foram marcadas pelo moralismo religioso
cristão, pelo domínio e hegemonia da Igreja sobre a socie-
dade. E uma das posturas de que a Igreja tinha era de
que: o sexo era apenas para reprodução, a mulher deve-
ria estar sempre submissa ao seu homem, e que seu
papel era doméstico, enquanto eles exerciam-se politica-
mente e religiosamente. Eram vistas como objeto de peca-
do, tentação, desejo carnal. Por isso deveriam ser recata-
das, cobertas. As grandes heresias eram vinculadas à
figura feminina.
Assim surge a inquisição, onde mulheres que tinham
postura de não aceitavam essa ideia de submissão eram
classificadas como bruxas. Executadas, queimadas, gui-
lhotinadas. Quem acabava indo queimada nas foguei-
ras? As mulheres.
Joanna D´arc foi vista como uma ameaça, por conta de
sua posição. Então, quando tentavam romper com esse
enquadramento misógino, onde não podiam estudar ou
trabalhar fora, eram retalhadas.
Durante muito tempo isso ficou assim, dividido: O
mundo dos negócios, político, tudo que estava fora de
casa, do ambiente privado, era essencialmente masculi-
no. O ambiente privado, dos cuidados e da serventia, à
mulher.
Isso passou a ser mudado na idade moderna e con-
temporânea, a partir do século XX. Desde então, vemos
uma organização feminina para lutar contra todo esse
padrão de comportamento
Uma democracia, funciona com base na participação
dos cidadãos. Homens, mulheres, somos todos cidadãos.
Se faz também pelo voto, pela manifestação do povo,
escolhendo seus candidatos e debatendo seus princípios.
Nessa iniciação, quem podia votar eram apenas os
homens. Brancos, ricos e letrados.
Muito restritos.
As coisas foram mudando para que elas pudessem
votar. Não só elas como negros, analfabetos.
No caso delas, o movimento feminista, que passou a
ser organizado fortemente ao longo dos anos 40 a 60, se
mobilizou muito por essa quebra dos rótulos, batendo de
frente e trazendo um
aprimoramento dos regi-
mes, a questão de que as
mulheres tem, sim, direi-
tos, atuando na vida soci-
al como bem entende-
rem.