Desde o surgimento da humanidade, estigmas são colocados sobre o papel feminino
e seus direitos perante a sociedade. Por muito tempo, povos se organizaram para
que homens sempre estivessem com o poder em suas mãos, e para que as mulheres sempre
se mantivessem com suas funções dentro de casa, sem voz e sem direitos.
Vemos isso mudar, vemos uma grande expansão da corrida feita pelas mulheres por
direitos iguais, para que possam ser atuantes e ativas, mas
ainda existem para-
digmas e obstáculos nesse caminho. Alguns deles são
mais presentes do que
outros, mas todos são herança de uma cultura milenar de machismo que calava e
demonizava o poder da figura feminina. Vemos o crescimento da presença da mulher
em todas as esferas da sociedade, sejam elas as principais, as de poder e protagonismo
como também as mais escondidas porém igualmente importantes.
Na área da educação,
saúde, economia, religião, e política.
Esse é nosso foco, por agora. Tivemos grandes marcos com relação ao volume e conquis-
tas das mulheres nessa área, mas podemos ver que isso ainda não é o suficiente diante
da grandiosidade do movimento e também do nosso espaço nacional. Para que pudéssemos
ter uma opinião mais concreta, entrevistamos duas pessoas que entendem muito bem sobre
história da sociedade e seus fundamentos: O professor André Prado, Licenciado em His-
tória e em Filosofia pela UENP, juntamente à Professora Cleusa Maria Vigilato, professo-
ra de Português e Artes, atuante no Colégio Manoel Ribas.