Revista Sesvesp Ed. 101 - Maio / Junho 2011 | Página 49

Diretores da CEBRASSE discutem PIS COFINS no Ministério da Fazenda O deputado federal Laércio Oliveira (PR/SE), diretores da CEBRASSE e empresários reuniram-se com o secretário adjunto executivo do Ministério da Fazenda, Diogo Oliveira, para discutirem o impacto no setor de serviços das Leis n. 10.637/2002 e 10.833/2003 que estabeleceram o regime de não-cumulatividade para o PIS, que passou da alíquota de 0,65% para 1,65% e COFINS, de 3% para 7,6%. Participaram da reunião Paulo Lofreta, presidente da CEBRASSE, Aldo Ávila Junior, diretor da Febrac, Vander Morales, presidente do Sindeprestem e Asserttem, o empresário Fernando Carvalho, entre outros. A principal reivindicação dos presidentes de entidades presentes foi o retorno da cumulatividade, ou seja 3% sobre o faturamento, para o setor. O secretário prometeu consultar o setor na reforma tributária, para que a reivindicação entre na pauta de discussões. Essa foi mais uma das ações da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Setor de Serviços, criada no âmbito do Congresso Nacional, com intuito de promover debates e estudos visando o aperfeiçoamento das relações do setor de serviços perante a sociedade e o Poder Público. Um encontro entre o deputado Laércio Oliveira (PR/SE) e empresários do setor de serviços definem medidas para fortalecer a área de maior crescimento econômico no país. Justiça do Trabalho reconhece argumentação da CEBRASSE contra envio de nome de empresas e empresários ao SERASA A CEBRASSE propôs mandado de segurança contra o presidente do TRT da 15º Região denunciando como irregular convênio do órgão com o SERASA, que permitiria a juízes do trabalho enviar o nome de todos os devedores em reclamações trabalhistas para serem “negativados”. No início o MS foi visto como muito ousado, mas o fato é que a Corregedoria da Justiça do Trabalho em Brasília tomou conhecimento dos argumentos para dar parecer e em vez de defender os TRTs, reconheceu a procedência dos argumentos e pediu que todos os TRTs do país rescindissem esse tipo de convênio. No MS, a CEBRASSE lembra que como na JT, sempre que uma empresa não paga, a execução se dirige contra todos os sócios, sem se importar até mesmo se alguns agiram errados outros não, se uns eram administradores e os demais apenas entraram com investidores e etc. Portanto, o nome, reputação e imagem de milhares de empresários seriam atingidas. Percival Maricato, advogado da entidade, argumenta que “atualmente, o cidadão que poupa e investe, quando a empresa não dá certo, perde o que investiu, perde muitas vezes o patrimônio particular não investido e com essa nova moda de protesto ou enviar nome de deve-dores ao SERASA, corre o risco de perder também o patrimônio moral a reputação, a honra, condenações que não constam na sentença e contra bens protegidos pela Constituição, pois integram a dignidade da pessoa humana.” Para Maricato isso é contrário ao processo civilizatório, pois nos tempos antigos o devedor estava sujeito a pena de prisão ou até a se tornar escravo do credor e isso vem sendo amenizado. Disse ainda que a medida era uma estupidez, pois cortava o oxigênio da empresa ou do empresário, que era o crédito, com o qual se poderia tirar a empresa da crise, salvar demais empregos e pagar dívidas. Estupidez mais uma vez, por ser mais uma medida violenta a desestimular o empreendedorismo no país, destaca Maricato. Quase uma dezena de TRTs que tinham assinado o convênio desistiu do mesmo. O SERASA, que lamentavelmente aceitou assiná-lo, pensando apenas no que iria ganhar, pouco se importando com a imagem dos empresários, pode ser processado por quem teve o nome negativado. CEBRASSE PARTICIPA DA 21ª HIGIEXPO E SPORT BU M%9ML)