REVISTA PODIUM Revista Podium edição 12 - Mai 2017 | Page 34

SALTOS HORIZONTAIS

SALTOS HORIZONTAIS

Sobre a exigência do número nas costas

NELIO ALFANO MOURA * e TANIA FERNANDES DE PAULA MOURA **
Marcelo Ferrelli / CBAt
Na quinta tentativa de Mateus Daniel Adão de Sá, parecia que a prova ficaria ainda mais indefinida, pois ele aterrissou perto dos 16,40m. A leitura do resultado, no entanto, nos surpreendeu: 16,20m. O que teria acontecido?
Revendo o vídeo do salto, veio a explicação: durante a tentativa, o número das costas se soltou do alfinete( sim, ainda usamos alfinetes para prender os números na camiseta!), o que fez com que ele, tremulando como uma bandeira, deixasse uma marca na areia. Isso roubou de Mateus centímetros preciosos( Figura 1).
Felizmente, foi“ apenas” um título nacional que ficou mais distante para ele. O consolo foi ter, nas duas pripor exemplo, foi muito disputada. Embora os resultados tenham ficado aquém das possibilidades de nossos melhores atletas, a luta pelas primeiras colocações foi bastante intensa:
Posição
Atleta
Nasc.
Marca
1 º
Jean Cassemiro Rosa
01 / 02 / 1990
16,38 m(-1,4)
2 º
Jefferson Dias Sabino
04 / 11 / 1982
16,35 m(-1.0)
3 º
Mateus Daniel Adão de Sá
21 / 11 / 1995
16,21 m( 0.4)

O regulamento dos saltos horizontais sempre foi claro ao dizer que a referência para a medição deve ser a marca deixada na areia por qualquer parte do corpo, que esteja mais próxima à tábua. Recentemente, foi feita uma alteração nas Regras Oficiais de Competição da IAAF – 2014-2015, mantida na versão 2016-2017, onde se lê o seguinte:“ Todos os saltos devem ser medidos a partir da marca mais próxima... feita por qualquer parte do corpo ou qualquer coisa que esteja atada ao corpo... na área de queda”. Assim, marcas deixadas pelo cabelo, uniforme, número, etc., podem ser usadas como referência para medir o salto. Caso alguma coisa se desprenda do corpo do atleta( por exemplo, um elástico de cabelo), a marca deixada por esse artefato não é considerada para efeitos de medição, uma vez que não estará atada ao corpo no momento da queda. As regras também exigem, sob pena de desclassificação, que dois números sejam usados para identificar o atleta, um no peito e o outro nas costas.

A aplicação dessas regras tem tido consequências importantes. A prova do salto triplo do Troféu Brasil 2016,
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