REVISTA PODIUM Revista Podium edição 11 - Jan 2017 | страница 33

MULHER

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Fabiana deixa as pistas, mas continua no esporte

Saulo Cruz / COB
Fabiana Murer

Depois de ter colocado o salto com vara na história do Atletismo brasileiro, a paulista Fabiana de Almeida Murer, de 35 anos, anunciou que deixaria as competições após os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Dona da única medalha de ouro do Brasil em Mundial de estádio, ela decidiu parar no auge da carreira. O adeus não significa distanciamento, porém. Ela continua no esporte em várias frentes.

Fabiana( eleita a número 1 do Atletismo nacional em 2015) conseguiu o melhor resultado da vida a 3 de julho de 2016, ao quebrar seu recorde sul-americano no Troféu Brasil, na Arena Caixa, em São Bernardo do Campo( SP), com 4,87 m. O resultado lhe garantiu o segundo lugar no Ranking Mundial de 2016.
Em seguida, foi diagnosticada com uma hérnia de disco e teve de desistir de competições na Europa. Em consequência, na Olimpíada do Rio disputou a qualificação, mas não obteve lugar na final. Em pouco mais de um mês, saiu do melhor resultado da vida para uma situação de máxima tristeza.“ Foi uma grande decepção, porque que era a última Olimpíada da carreira”, lembrou.“ Mas estou feliz por tudo que fiz nestes anos de trabalho e dedicação. Consegui títulos e recordes”, falou.
Na BM & FBovespa, clube que sempre defendeu, assumiu o cargo de manager institucional. Agora, entre outras funções, é responsável pelo relacionamento do clube com as
entidades dirigentes, como a FPA, CBAt e IAAF.“ Recebi delegações estrangeiras no clube, participo de reuniões, coordenando ações, como a festa de fim de ano da equipe”, lembra Fabiana, que integra a Comissão de Atletas da IAAF.
Nascida no dia 16 de março de 1981, em Campinas( SP), Fabiana sempre praticou esportes. Começou pela ginástica artística. Tentou natação, pensou no vôlei. Mas se firmou mesmo no Atletismo. Desta forma, era dado o início para a longa carreira de 20 anos. Ganhou muitos títulos, levou as medalhas de ouro no Mundial de Daegu 2011, na Coreia do Sul, e do Mundial Indoor de Doha 2010, no Catar. Além de vencer a Liga Diamante em 2010 e 2014, e obter três medalhas no PAN: ouro no Rio 2007, prata em Guadalajara 2011 e Toronto 2015, entre outros.
“ O esporte mudou minha vida”, afirmou a atleta.“ Graças ao apoio que tive, evolui e ajudei no desenvolvimento do salto com vara no Brasil. Passei a sair do País para competir e fui aprendendo ao longo dos anos, junto com o Elson( Elson Miranda de Souza, seu treinador e marido, eleito o melhor técnico sul-americano do ano), a ver como era o mundo. Quero levar toda essa experiência para o futuro e por isso aceitei o convite”, disse a saltadora.“ Estou começando nova etapa na minha vida, em que vou trabalhar com a mesma dedicação”, finalizou.
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