ADHEMAR, SEMPRE
ADHEMAR, SEMPRE
CBAt, São Paulo e Panathlon unidos na homenagem ao saltador
Arquivo CBAt
O mais perfeito atleta olímpico do Brasil é mundialmente festejado. Ele é Adhemar Ferreira da Silva, paulistano da Casa Verde. Triplista elegante, foi campeão em Jogos Olímpicos, PAN e Universíades. Estabeleceu cinco vezes o recorde mundial da prova, entre 1950 e 1955. Exerceu inúmeras atividades, como cidadão, atleta e animador de projetos de inclusão social.
Adhemar nasceu a 29 de setembro de 1927 e morreu a 12 de janeiro de 2001 em São Paulo. Foi eleito autor de uma das 100 mais importantes performances no Jubileu da IAAF – 1912 / 1987. O grande momento de sua carreira aconteceu na Olimpíada de Helsinque 1952. Na capital Finlândia, país em que o Atletismo é o esporte número 1, superou duas vezes o seu próprio recorde mundial, ao saltar 16,12 e 16,22 m.
Foi em 1946 que Adhemar conheceu uma pista de Atletismo. Achou interessante a disputa do triplo e aceitou fazer um teste no São Paulo FC. Observado pelo legendário treinador Dietrich Gerner, no mesmo ano foi efetivado no elenco do Tricolor. Em 1948 estreou em Jogos Olímpicos aos 21 anos, em Londres. A glória, porém, viria nos Jogos de Helsinque, quatro anos depois.
Em Melbourne 1956, na Austrália, tornou-se o primeiro brasileiro a ganhar um bicampeonato olímpico. Na competição, saltou 16,35 m, recorde olímpico. Ainda iria a Roma 1960. No PAN, na edição da Cidade do México 1955, marcou pela quinta vez o recorde mundial, com um voo de 16,56 m.
O São Paulo FC imortalizou os feitos de Adhemar, colocando em sua camisa duas estrelas douradas, correspondentes a recordes mundiais estabelecidos ao tempo em que defendia o clube( depois também competiu pelo Vasco da Gama, do Rio).
Fora das pistas, foi padrinho de vários projetos. Um deles foi o mantido pela Quimbrasil, na cidade de Ponta Grossa, no Paraná. Adhemar foi, ainda, colunista de esporte do jornal Última Hora, dirigido por Samuel Wainer, e adido cultural do Brasil na Nigéria. Formado em educação �sica, direito, relações públicas e belas artes, falava vários idiomas, como inglês e finlandês, entre outros.
Em 19 de novembro último, Adhemar ganhou mais uma homenagem, com a colocação de uma placa na entrada do
Cemitério Chora Menino, na zona norte da capital paulista, com informações sobre os grandes feitos do atleta. A homenagem foi uma ação conjunta da CBAt, São Paulo FC e Panathlon Club.
Estiveram presentes o diretor do São
Adhemar Ferreira da Silva
Paulo, Edson Lapola, o presidente do Panathlon paulista, Georgios Stylianos Hatzidakis, o diretor da CBAt, Luiz Roberto Rodrigues( representando o presidente da entidade, José Antonio Martins Fernandes), o jornalista Henrique Nicolini, ex-presidente do Panathlon, a filha de Adhemar, Adyel da Silva Santos, entre outras personalidades.
PRINCIPAIS TÍTULOS
Olimpíada de Helsinque 1952 Olimpíada de Melbourne 1956 Jogos Pan-Americanos de Buenos Aires 1951 Jogos Pan-Americanos do México 1955 Jogos Pan-Americanos de Chicago 1959 Universíade de Dortmund 1953 Universíade de San Sebastian 1955
PRÊMIOS E HOMENAGENS
Ordem do Mérito Olímpico( COI) Membro Emérito( CBAt) Troféu Adhemar Ferreira da Silva( COB) Troféu Helms Fundation( USA)
RECORDES MUNDIAIS |
16,00 m 03 / 12 / 1950 |
São Paulo( BRA) |
16,01 m 30 / 09 / 1951 |
Rio de Janeiro( BRA) |
16,12 m 23 / 07 / 1952 |
Helsinque( FIN) |
16,22 m 23 / 07 / 1952 |
Helsinque( FIN) |
16,56 m 16 / 03 / 1955 |
México( MEX) |
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