REVISTA MIOLO Miolo_12_05_2019 | Page 53

as relações (sistemas) fora do “plano do absurdo” e assim, restabelecer o equilíbrio interno dos sistemas (relações) cotidianos. Talvez a necessidade da arte — entendida como experiências disparadoras de reflexão e questionamento da vida em sociedade — possa ser, em alguns casos, justamente o motor de partida de uma poética-projetual que se instaura a partir da investigação individual do designer, enquanto ator da sua conduta criadora. SEQUÊNCIA 21: imagens de de mãos interagindo com os livros da Incubadora de Publicações Gráficas (2018). Longe, um mar movendo em meus ouvidos (Yohanna Marie); Travessia (Agnes Cajaíba); Vagalume (Clara Cerqueira eTúlio Carapiá) e Levante, o sistema caiu (Daniel Lisboa) dos outros seres humanos com o seu ambiente. Contudo, essa investigação individual não pode ser confundida com um processo solitário de isolamento. Pelo contrário, se dá alternadamente entre socialização e introspecção reflexiva, movimentos que possibilitam ao eu a experiência do outro em sua alteridade, do eros que o resgata de seu inferno narcisista levando-o, em pensamento, a trilhar o intransitado (HAN, 2017a). SEQUÊNCIA 22: imagens da exposição Respiros Poéticos (Zulmira Correia, 2019) e de outras experiências para a revista Miolo 2. SEQUÊNCIA 23: imagens da artista Lia Cunha imprimindo gravuras em metal para o livro Escuro (2018), e trechos de um dos vídeos da série Muda (2018) SEQUÊNCIA 24: imagens das feiras híbridas soteropolitanas Tabuão (2016), Paraguassu (2017), Ladeira (2017) e Pedra Papel Tesouro (PPT). Sinto que ao conhecer a si mesmo no plano individual e se comprometer com os princípios poéticos de sua conduta criadora, desde sua formação, o designer estará mais apto para mediar a interação CENA 4: Encruzilhadas. Peço licença para tomar respeitosamente de empréstimo o conceito de encruzilhada das