o uso “como condição por experiência”
no Design, em contraposição à
atitude contemplativa. Duarte
(2013) considerava que a estética
das formas mecânicas da produção
industrial era a arte da modernidade,
e acreditava que a produção artística
não estaria mais voltada para a
contemplação, pois o uso — que
a priori pressupõe necessidade
— seria a força de arranque do
processo criativo modernista.
ruptura de equilíbrio no interior de
um sistema, o impulso de restaurá-
lo. Se consideramos que todas as
relações são sistemas, teremos a
necessidade como móvel de toda
ação, seja de procurar alimento,
abrigo ou amor. A necessidade, com
a nitidez que lhe caracteriza, exclui o
gratuito”. (DUARTE, 2013, p. 190)
SEQUÊNCIA 17: Beta
Archtecton, Malevich
(1926) e Bichos,
Lygia Clark (1950).
SEQUÊNCIA 18:
imagens de capas de
discos e poster criados
por Rogério Duarte.
SEQUÊNCIA 19:
imagens de de mãos
interagindo com os
livros da Incubadora
de Publicações
Gráficas (2018).
Territórios Movediços
(Luma Flôres e
Felipe Rezende);
Marear (Taygoara
Aguiar); Templo
(Pedro Marighella);
Escuro (Lia Cunha e
Leonardo França).
SEQUÊNCIA 20:
imagens de mãos
interagindo com os
livros da Incubadora
de Publicações Gráficas
(2018). Diário do pó
(Leandro Estevam);
Multidão (Lucas
Moreira e Editora Gris).
Foi a intuição do uso como único
meio de comunicação estética que
levou um Malevich à construção
das arquiteturas, ou uma Lygia
Clark a construir os Bichos. Só que
nos dois casos a relação falhava
por não haver a necessidade do
objeto; era uma tentativa de criar
o uso na gratuidade, a relação
permanece no plano do absurdo
(DUARTE, 2013, p. 188).
É o próprio Rogério Duarte que nos
faz questionar a afirmação acima,
quando explica que “necessidade”,
“É quando se estabelece uma
Ao concordar com a ideia de
necessidade como impulso para
a restauração do equilíbrio das
relações humanas, somos tomados
pelo seguinte questionamento:
a função poética ou estética de
objetos como as Arquiteturas e
os Bichos já não fariam parte das
necessidades humanas tanto quanto
amar, morar ou se alimentar?
Acredito que a apropriação pelo
uso de objetos que questionem
as lógicas hegemônicas, cuja
função poética se sobreponha
à necessidade de possuir, pode
ser uma estratégia para manter