meios físicos que prefere utilizar ao
criar suas obras, o designer, a priori,
não está totalmente instrumentalizado
ajudando o talhante a conceber uma
tabuleta mais apelativa, através
da escolha de caracteres e cores
menos vulgares e rudimentares,
quer ajudando a elite a compreender
os verdadeiros problemas que
podem fazer progredir a ideia de
coletividade (MUNARI, 2015, p. 113).
SEQUÊNCIA 14:
imagens de mãos
folheando os livros
Artista e Designer, de
Bruno Munari (2015),
e Design Visual: 50
anos, de Alexandre
Wolner (2003).
para posicionar-se enquanto indivíduo
agente da conduta criadora. Deste
modo assume, em muitos casos, o papel
de mediador do desejo do outro.
Assim, caso siga a cartilha do
pensamento acadêmico do design
contemporâneo, apropria-se de
ferramentas de diagnóstico da
psicologia e ciências sociais (canvas,
dinâmicas de grupo, mapas mentais,
painéis semânticos etc.) para
fundamentar projetos que equalizem,
da forma mais adequada possível,
os desejos, viabilidade orçamentária
e limitações técnicas (dos outros).
Tendo em vista sempre o que se
enxerga a partir da “lente do desejo”
das pessoas que serão afetadas pelo
projeto de Design (IDEO, 2009, p. 5).
SEQUÊNCIA 13:
imagens de mãos
folheando o livro
Business Model
Generation, de
Alexander Osterwalder
(2013) e a cartilha
da IDEO (2009).
Em ambas as situações está
implícito o apagamento do sujeito
da criação. No primeiro caso,
é comum priorizar inovação e
empreendedorismo, conceitos muitas
vezes mal-interpretados e facilmente
cooptados pela lógica da “sociedade
do desempenho” (HAN, 2017b).
SEQUÊNCIA 15:
imagens de mãos
colando notas adesivas
em um mural.
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No segundo exemplo, o aparente
domínio das verdades universais
faz transparecer a crença em
um rigoroso conjunto de regras,
metodológicas e estético-formais,
importadas da Alemanha na
segunda metade do século XX,
que estimulavam a independência
do Design em relação à Arte.
SEQUÊNCIA 16: imagens
de mãos folheando
Duarte (2013)
No extremo oposto, caso tenha sido
formado em uma escola mais racional-
funcionalista, o sonho do designer
(se chega realmente a sonhar) é
eliminar, tanto quanto possível, o
analfabetismo cultural de todos
os estratos sociais, quer o faça
Ao pensar as relações entre Design e
Arte a partir da ideia que o Desenho
industrial era o modo de ser da
criação artística moderna, o designer
tropicalista Rogério Duarte entendia