DESENVOLVENDO LIDERANÇAS
Por um lado, sempre é hora de cortar o desnecessário, as gorduras acumuladas pela
nossa própria complacência. Deixar as pessoas que nem deveriam estar em nossa
organização em primeiro lugar. Erradicar o obsoleto. Reestruturar para maior
produtividade e até superar os padrões mundiais. Aproveitar o momento que vivemos
para fazer uma “parada” para arrumar a casa.
Ao mesmo tempo, parece uma boa hora para fazer retiros estratégicos e repensar os
planos já estabelecidos, criando medidas táticas para adequá-los ao contexto que
vivemos hoje. E fazer isso de forma participativa, envolvendo a organização como um
todo, gerando um importante subproduto: o resgate da motivação de todos os
colaboradores e alto engajamento para a fase de execução das mudanças
visualizadas.
Ainda ao mesmo tempo, pôr em prática a alternativa três: “pisar fundo no acelerador”,
indo além dos planos existentes. Aqui trata-se de transcender o que já foi decidido. É
buscar as ideias mais ousadas que circulam na organização e levá-las à mesa de
decisão. O que jovens empreendedores que estão criando start-ups no mercado
estariam pensando sobre o que fazemos? Que movimentos altamente inusitados e
inovadores eles tenderiam a introduzir em nossa organização se déssemos espaço a
eles?
E, indo mais além, será que esses “empreendedores” (que também estão dentro de
nossas próprias organizações), ao mesmo tempo que introduzem inovações radicais
no que fazemos hoje, poderiam nos ajudar a criar “embriões” de novos produtos e
serviços que, no futuro, constituirão o principal modelo de atuação de nossa
organização? Podemos aproveitar estes momentos de instabilidade e reinventar
nosso jeito de atuar e o próprio sistema ao qual estamos condicionados?
É em momentos como estes que vemos a diferença entre líderes (que podem estar
em todos os níveis de nossa organização) e “gerenciadores” do que existe. W7FW2L: