Desastre em Mariana
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Continuidade de Negócios
Jeferson D´Addario
O Desastre na região já era um Cenário monitorado e sabido por autoridades e pelas empresas envolvidas. Em Minas Gerais existem outros locais como este e com os mesmos riscos.
Nada novo! Simplesmente um acaso da natureza? Ou um cenário de Crise/Desastre que não foi apropriadamente monitorado? Havia uma parceria FORTE entre Publico e Privado?
Trabalhei muito com a SAMARCO, empresa brasileira que pertence a Vale e a BHP Billiton. Uma empresa CASO DE SUCESSO, que sempre investiu e considerou as práticas de Gestão de Riscos IMPRESCINDÍVEIS na primeira década de 2000. Para se ter uma idéia: Uma das primeiras a se certificar em BS 7799 (norma de segurança da informação britânica, predecessora da atual ISO 27001). Possui sistema integrado de Gestão, com: ISO 9001, 14001, 27001 e OHSAS 18001. Sempre com profissionais de alto nível e muito empenhados em IDENTIFICAR, CONTABILIZAR, MONITORAR E MINIMIZAR OS RISCOS GLOBAIS.
Um caso de sucesso que apresentou parte disso anos atrás no evento Global Risk Meetting em São Paulo (ver: www.globalriskmeeting.com.br).
Uma ótima resposta ao Incidente feita pela SAMARCO dentro das 24 horas iniciais: Não deixe que a mídia o procure! Comunique-se!
http://www.samarco.com/index.php/2015/11/06/comunicado-2/
acesse o site: www.samarco.com.br
O que aconteceu então? Vamos as suposições:
1) Falta de Investimentos em Controles de Riscos?
Talvez devido a crise, de 2008-09, corte de custos e pessoal tenha afetado as práticas de riscos, é comum em empresas grandes o corte abrupto de despesas operacionais em épocas de crise, porém, como o meu amigo e colega Victor Oliveira, Ex-CFO do Wall-Mart.com e outras grandes empresas, mencionou numa palestra em SP (Global Risk Meeting 2015): "É necessário não corte, mas um RE-Estudo dos custos, para não cortar o que é IMPORTANTE." Gosto do Victor, pois foi meu cliente em diferentes empresas, e como todo bom CFO, gosta de gastar pouco. Mas, sempre teve muita clareza e coerência em suas ações. Em duas grandes multinacionais que trabalhamos juntos, ele liderou o Plano de Continuidade, chamou para si a responsabilidade e apoiou DE FATO.
Na SAMARCO, não temos como saber por enquanto o que foi, mas sempre foram muito disciplinados e preocupados com este tipo de situação. As equipes que pude interagir desde o Macro Processo de Lavra até a Venda, sempre foram muito receptíveis e queriam aprender sobre o tema. As equipes que comandavam Gestão de Riscos, Tecnologia da Informação e Segurança da Informação sempre demonstraram muita competência em lidar com isso e ávidos para aprender e aplicar. E membros da Diretoria sempre nos pareciam preocupados com isso
REVISTA LIDER COACH | Novembro | 18