O líder de sucesso foi competente para reconhecer a subjetividade do(a)a outro(a), seus interesses e suas expectativas. Com isso conseguiu mostrar caminhos para que os objetivos “do outro” pudessem alcançar as metas estabelecidas pela organização. Isso tem nome: sedução, persuasão e motivação. Ele reconhece, ele acolhe, ele valoriza, ele potencializa a diversidade e faz da diferença uma vantagem competitiva.
Somos o que somos graças aos nossos relaciona-mentos. A chave para uma boa liderança é acertar nesse relacionamento. Com a globalização as relações formam-se tornando cada vez mais complexas. Se dão entre pessoas com origem diferentes, e também de credo, orientação sexual, idades, perfil social, gênero, experiência, saberes e cultura muito diversificada. Nesse contexto, subjetividade se transforma em intersubjetividade, um padrão de relação poroso, onde o que é mais intimo e singular aparece num movimento de troca.
Por trás de cada colaborador, chefe, gerente, supervisor ou dirigente se encontra uma pessoa que mobiliza sua subjetividade a fim de realizar suas atividades. Nesse sentido, um líder que deseja realmente uma equipe de alto desem- penho, além de ser um grande e profundo conhe-
cedor do seu produto, negócio ou projeto. Deve ser um especialista em gente, pois, as organizações são sistemas abertos, porosos, interdependentes, complexos e feitos por pessoas, pelas pessoas e para pessoas. Cada uma delas dotada de características pessoais tais como: tipo de personalidade, inteligência, crenças positivas, negativas, valores, cultura, orientação sexual, opção religiosa, gênero etc. e também de uma percepção própria sobre a sua história, presente e futuro, sobre a suas necessi-dades.
Por um minuto pense numa mulher na década de 20 do século XX. Ela era apenas seguidora, apoiadora, mãe, dona de casa e “mulher de alguém”. Ou seja, uma pessoa que formata seu modo de perceber, de sentir e de pensar em si mesma e o mundo a partir da sua experiência cotidiana. Subjetividade é o encontro entre o que o indivíduo traz, com as experiências que ele vivencia ao longo da sua vida. Isso resulta tanto em marcas singulares na formação do indivíduo quanto na construção de crenças e valores compartilhados na dimensão cultural que vão constituir a experiência histórica das pessoas, dos grupos e populações. São processos de sentido e significação que aparecem e se organizam na pessoa e nos espaços sociais em que o sujeito atua.
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