O que nos faz iguais – como seres humanos – é a nossa diferença, a diversidade e a capacidade de estarmos juntos no mesmo espaço e compartilharmos, como seres diferentes nos níveis pessoal e social: crenças, valores, ideias, emoções, comportamentos e projetos, idade, origem geográfica, capacidade física, raça, preferências, formação educacional, formação parental e sexualidade. A diversidade constitui, então, o húmus de uma equipe ou grupo de sucesso, pois reúne pessoas diferentes, com experiências diferentes, inteligências diferentes, crenças e valores diferentes.
A busca emocional nas organizações na perspectiva de uma percepção mais abrangente de gestão, de uma maior flexibilidade, criatividade e inovação exige rever a concepção de organização, de homem, de mundo; dar mais atenção ao clima organizacional, às expectativas, desejos e motivações individuais; buscar perceber emoções e expressões não verbais das pessoas; tentar entender as origens dos conflitos e resistências e sua importância para a gestão; valorizar aspectos informais da organização; pensar o prazer, a qualidade de vida e a saúde psíquica das pessoas no trabalho; considerar questões éticas e a diversidade cultural; humanizar as relações e processos de trabalho.
CONCLUSÃO
A questão final, é fazer da diversidade uma oportunidade de complementaridade, intersub-jetividade, composição e de busca por resultados “com as pessoas”, atentando-se para a comunicação verbal e não verbal; a dimensão simbólica das organizações; as características e hábitos culturais; as relações de poder; as regras sociais implícitas; as relações com o corpo, o prazer, o sofrimento. Por isso sugiro, juntamente com John W. Work, da Worh Associates, Inc., cinco desafios:
a) Estar disposto a reconhecer e se tornar mais sensível às diferenças étnicas, culturais, sexuais, religiosas entre outras no local de trabalho e demonstrar essa sua sensibilidade e compre-ensão, pessoalmente e organizacionalmente;
b) Ser um líder que mude o jogo, sem presunção e com muita disponibilidade interna para ampliar a cultura organizacional;
c) Estar disposto a elaborar e implementar novos e diferentes processos de trabalho e comunicação para melhorar e promover as percepções de justiça e equidade;
d) Estar disposto a trazer o compromisso pleno e inquestionável à utilização efetiva da força de trabalho diversificada;
e) Funcionar como o elo entre sua organização e a comunidade maior, para estabelecer a organização como um lugar onde as pessoas queiram trabalhar de modo produtivo, desenvolver novos mercados e manter os existentes.
Enfim, criar e manter equipes que protejam, promovam e acolham as potencialidades, formações, histórias e objetivos distintos, proporcionando oportunidades equânimes e iguais para que cada um contribua ao máximo com os objetivos que são de todos, na orgnização em que convivem.
Alfredo Brabetta
Personal & Professional Coach pela SBC. Psicólogo. Mestre Psicoterapeuta. Especialista em Trauma Emocional. Prof. Universitário em Comportamento Organizacional e Desenvolvimento Gerencial. Estudioso sobre liderança e sustentabilidade, a relação entre trauma emocional e atitudes de chefia.
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O Líder Coach
deve considerar as questões éticas e a diversidade cultural, além de humanizar as relações e processos de trabalho