O PERIGO DE UMA VISÃO ÚNICA, EXCESSIVAMENTE RACIONALIZADA, É QUE ELIMINA POSSIBILIDADES, POTENCIALIDADES E A PRÓPRIA CRIATIVIDADE.
Continuamos nossa linha de reflexão desde as edições anteriores de que, a saúde emocional tem a ver com atitudes, cognição, emoção e tendência comportamental que são a expressão da singularidade de cada um. Nesta oportuni-dade quero refletir sobre subjetividade e diversidade. Um elogio à presença da mulher nas empresas em todos os níveis, nas universidades e na sociedade. Salientar a figura da mulher é uma declaração de que racionalidade/subjetivi-dade é uma dicotomia que nos impede de ter o melhor de cada um, de avançar e de conquistar novos mercados, de criar e recriar inovando a cada dia, de melhorar nossa relação com públicos diferentes. Enfim de ganharmos vantagens competitivas, num contexto definido e redefini-do pela diversidade.
Teorias importadas ou desenvolvidas no Brasil têm valorizado sempre a racionalidade da gestão e do gestor. Nossa prática nas organizações privadas, públicas ou sociais, se fundamenta em um saber, fazer e ser redutor do ser humano e das suas instituições. Há um esforço teórico e prático em ser “racional” como se tudo aquilo que não passasse pelo crivo do paradigma da causa e efeito, da matemática, da impessoalidade e da previsibilidade não servisse à gestão. O que se supõe é um homem também padronizado, moldado e inserido numa reaidade totalmente objetiva, concrete, esterior
independente da percepção e interpretação dos indivíduos que a observam e a compõe. Mas isso é possível? Seria viável eliminar a subjetividade?
A luta entre objetividade e subjetividade acabou por reduzir a percepção do(a) gestor(a) e por negar o outro na sua inteireza, nas suas diferenças, enfim na diversidade presente na natureza humana. Subjetividade e diversidade são dimensões do mesmo processo. Acatar a subjetividade como pressuposto é aceitar que cada pessoa é diferente e que cada pessoa pode contribuir com as suas diferenças – pessoais e sociais – para uma melhor performance. É um pressuposto da sustentabilidade dos sistemas humanos reconhecer a subjetividade como jeito singular de ser, de pensar, de sentir, de fazer e compreender a atitude monocultura. O perigo de uma visão única, excessivamente racionalizada é de que elimina possibilidades, potencialidades e a própria criatividade. Só há criatividade no contexto da diferença na crise.
Um líder não nasce líder. Não é líder porque está nessa ou aquela igreja. Não é líder porque teve essa ou aquela família. Um líder que é forte, resiliente, capaz de mobilizar esforços em prol de uma meta, certamente atinge seus objetivos porque de relaciona com seus seguidores, acolhendo e convivendo com cada um na sua singularidade.
saúde emocional
SUBJETIVIDADE E DIVERSIDADE
AS DIFERENÇAS COMO ELEMENTO DE SUCESSO
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