REVISTA LÍDER COACH MAIO DE 2015 # 5 | Seite 31

1.3 Incorpore todas as competências e ativos. A inovação é frustrada quando uma empresa é conhecida pelo que faz e não por aquilo que sabe ou possui, ou seja, quando seu conceito é construído em torno de seus produtos e serviços, em vez de suas competências essências e ativos estratégicos. Os inovadores veem sua organização e o mundo em seu entorno como uma carteira de competências e ativos que podem ser infinitamente recombinados em novos produtos e negócios. Eles são mestres da recombinação;

1.4 Enderece necessidades desarticuladas. Os clientes têm suas próprias ortodoxias, então perguntar a eles o que eles querem, raramente, surge um novo insight. Ao invés disso, você deve observar o comportamento dos clientes e analisar onde estão suas frustações. Você deve avaliar onde está perdendo tempo com os clientes. Será que estamos tratando nossos clientes como números e não como pessoas? Os inovadores são antropólogos implacavelmente curiosos e um etnógrafo perspicaz;

Qualquer programa de inovação deve começar por ajudar as pessoas a ver o mundo com “outros olhos” para ampliar a visão sobre as coisas;

2. Compartilhe a definição de inovação

Para gerenciar a inovação de forma sistemática é necessário que a definição sobre inovação seja amplamente entendida na organização. Sem isso, é impossível saber quando é uma inovação “real” e se está valendo a pena.

Chegar a uma definição sobre o que é inovação é mais difícil que parece, principalmente se o objetivo é classificar cada nova iniciativa ou produto por “capacidade de inovação”. Por incrível que pareça, essa definição pode demorar meses. Como ponto de partida, é importante olhar para trás em mais de uma década ou duas e identificar que tipo de ideias produziu notáveis margens de lucro e receita.

Para um produto ser inovador ele tem que ser inovador, exclusivo e atraente para o consumidor, criar uma vantagem competitiva, produzir mais inovações e fornecer aos consumidores mais valor do que qualquer outra coisa no mercado. Embora genérica essa definição é útil para definir os critérios de produtos e negócios realmente inovadores. Também é importante rever periodicamente a definição. Se os produtos são classificados como inovador devem produzir retornos acima da média;

3. Métricas de inovação

As empresas medem quase tudo que impactam seu negócio, entretanto, pecam em medir a inovação. Usar benchmarks históricos tem valor limita quando um produto não tem antecedentes e é difícil definir o valor futuro de uma ideia que existe apenas como um conceito.

Existem formas de medir o desempenho da inovação. Um painel abrangente deve conter:

Entradas: quando de investimento e horas de funcionários foram destinados a inovação, juntamente com o número de ideias que foram geradas internamente por mês ou provenientes de clientes, fornecedores e outras pessoas de fora;Quantidade: o número e qualidade das ideias que entraram no processo (pipeline) após a triagem inicial, o tempo que leva para uma ideia passar do conceito para o protótipo e para o mercado, o valor nocional do pipeline de inovação. (nota: valor nocional é o valor total do ativo subjacente controlado pelo derivado);

Saídas: o número de inovação que chegam ao mercado em um determinado período, o percentual de receita derivada de novos produtos e serviços, e as margens de ganhos atribuídas à inovação;

Liderança: o percentual de tempo que os executivos dedicam para a tutoria em projetos de inovação e resultados das pesquisas de 360 graus que revelam a extensão do envolvimento e comportamento dos executivos em prol da inovação;

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