REVISTA LÍDER COACH FEVEREIRO 2015 # 2 | Page 16

Ao longo do século passado, o CEO sem coração, sem brincadeira tornou-se um ícone - e um cliché - na sociedade americana. Hollywood quer nos fazer acreditar que o executivo chefe maquiavélico ainda está vivo e bem. Se é o Donald de O Aprendiz ou Jack Donaghy do 30 Rock, estes tipos que passam por cima dos melindrosos, parecem ser tão poderosos como nunca.

Mas isso é apenas TV, certo? Que tal no mundo real? As empresas ainda permitem que essas relíquias desumanas possam sobreviver?

Para entender, analisamos o Coeficiente Emocional (CE) de mais de um milhão de perfis de pessoas no nosso banco de dados de trabalhadores das linhas de frente até o nível de diretoria (Nível C – CIO, COO, CFO, CEO etc.).

Descobrimos que a resposta é sim, as organiza-ções hoje promovem os emocionalmente ineptos, exceto quando não o fazem. Permitam-me explicar:

Descobrimos que as pontuações do Coeficiente Emocional elevam-se com os cargos a partir da base da escada corporativa para cima em direção à gerência média. Gerentes de nível médio se destacam com as maiores pontuações no local de trabalho, porque as empresas tendem a promover as pessoas para esses cargos que são estáveis e que lidam bem com pessoas. O pressuposto é que um gerente com um alto Coeficiente Emocional é alguém com quem as pessoas vão querer trabalhar.

Mas as coisas mudam drasticamente quando passa acima da gerência média.

POR QUE FALTA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL PARA LÍDERES?

16