LIBERDADE E INDIVIDUALIDADE
DA MULHER
Rita Rodrigues | Colunista da Revista Líder Coach
Entrevista o Blog Solteirar
RLC: A ONU acredita que o envolvimento dos homens nas questões de igualdade de gêneros favorece as mulheres. Vocês acreditam nisso?
BS: Sim. Quanto mais indivíduos estiverem envolvidos e conscientizados, mais essas questões terão força para evoluir.
RLC: Como o Solteirar se vê neste contexto da luta pela igualdade de gêneros?
BS: O Solteirar nasceu para incentivar as mulheres a experimentarem sua liberdade e a expressarem sua individualidade de forma autêntica. Ou seja, ele não foi idealizado para tratar temas estritamente feministas ou com o propósito único de pleitear a igualdade de gêneros. Mas procuramos conscientizar as mulheres sobre a importância da liberdade de escolha. Encorajamos as mulheres a se posicionarem como protagonistas de suas vidas, tanto na vida pessoal quanto na profissional.
Com isso, pode-se considerar o Solteirar como um canal para exposição de ideias que envolvam a igualdade de gênero, mas sempre preservando a diversidade de pensamento.
RLC: Quais seriam os itens prioritários para serem tratados na igualdade de gêneros?
BS: Apesar da diferença de conquistas nesse tema em cada país, pode-se destacar itens relacionados à violência, concessão de direitos triviais (tais como estudar, trabalhar), liberdade de escolha quanto à trajetória profissional e pessoal (ex.: matrimônio), exposição e denúncia do preconceito e da violência contra a mulher e defesa da mulher perante a sociedade e seus agentes políticos e jurídicos, entre outros.
RLC: Por ser um blog feminino, qual a percepção sobre o engajamento das mulheres brasileiras nessas questões?
BS: O engajamento ainda é tímido. Existem barreiras culturais que distorcem a visão sobre a necessidade de obtenção de direitos para as mulheres.
RLC: As leitoras do blog levantam questões sobre a desigualdade de gêneros?
BS: De forma espontânea, raramente. Alguns de nossos textos provocam o tema, mesmo assim, o percentual de mulheres que se posicionam é pouco em comparação à quantidade de seguidoras que temos.
RLC: Vocês concordam que a diferença entre o percentual de homens e mulheres na liderança das organizações ainda é significativo?
BS: Sim, ainda há uma diferença muito significativa. . De acordo com a pesquisa “Diferenças Globais entre Gêneros”, publicada no ano passado pelo Fórum Econômico Mundial, “nós teremos de esperar 81 anos para atingir a igualdade de salário, participação e liderança entre gêneros.” No Brasil, menos de 8% dos cargos de diretoria executiva são ocupados por mulheres e menos de 4% das presidências são ocupadas por mulheres. Mesmo considerando que a pretensão das mulheres por cargos executivos seja metade da dos homens, de acordo com pesquisa da McKinsey em 2012, é fato que temos muitos desafios a superar para alcançar a igualdade.
REVISTA LIDER COACH | Agosto | 22