REVISTA LÍDER COACH ABRIL DE 2015 # 4 | Page 11

Nesse sentido psicólogos, psicanalistas, médicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, enfermeiros, dentistas, nutricionistas, preparadores físicos, entre tantos outros se unem para alcançarem a homeostase do paciente. Essa união é alimentada pela linguagem, pela aproximação e com isso todos se constituem como sujeitos solidários pelo bem da causa humana. Por que numa empresa as várias partes não se unem? Por que a linguagem não pode entrar em ação? Só se tem a ganhar quando a Área de Recursos Humanos trabalha juntamente com o Departamento Pessoal, com a Linha de Produção e o Financeiro.

Uma vez fui dar uma palestra sobre coaching em uma transportadora e lá constatei que o pessoal de Recursos Humanos tinham formação acadêmica superior a dos colaboradores que dirigiam os caminhões e a distância entre eles atrapalhava a empresa no que se refere à pontualidade nas entregas. O ser humano só é humano quando se relaciona com alguém através da linguagem. A falta de linguagem numa empresa pode ser uma grande ameaça interna que prejudica a todos. Se a empresa se comunica bem, tudo fica mais fácil. Sem linguagem não há colaboração e empresa sem linguagem não cumpre a sua missão.

Dr. Ricardo Baracho dos Anjos

Psicanalista, Psicólogo e Personal & Professional Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching. Vice-Presidente, analista didata e docente do Curso de Formação em Psicanálise da Sociedade Psicanalítica do Paraná. Teólogo e Pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Jardim Leonor – Londrina/PR. Autor do livro: Terapia Psicanalítica Empreendedora – A reconstrução do crer, no ser para o fazer. Editora Midiograf, 2013.

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