Revista LiteraLivre Revista LiteraLivre 8ª edição | Page 37

LiteraLivre nº 8 – Mar/Abr de 2018 Falo com elefantes, hippies ou vikings e com quem tiver pra falar! Chama o gerente dessa bagaça! No SAC da vida eu reclamaria Ave Maria! Era eu o futuro da casa, passado alguns anos a casa Me abandonaria. Normal, naturalmente a gente cresce... E tem que se sentir igual o ‘homem na estrada’, ou qualquer outro CD que descreva as ciladas que não evitei em me meter Maturidade não é só assumir as merdas que fez É olhar pra algumas delas e saber que faria outra vez Sei o caminho que quero, que sigo, avanço, e não me limito Pra preta e pra mim quero conforto, um quintal grande com um cachorro bem bonito Jogado na grama ou na cama, c’as grama em cima de mim, contando a grana da semana programando pro ‘findi’ um filmin… … Com ela do lado. Respirar aliviado e pensar Que a geladeira tá cheia E no Extra meu cartão vai passar. Vai passar… Vai passar essa fase de só almejar. Calejadas estão as mãos já de tanto cavar. To indo fundo, vou chegar no Japão Cansei de matar um leão por dia, tragam-me o dragão. Fazendo fumaça no vidro do box. Me arrumo pra cada entrevista querendo brilhar mais que as panelas de inox Da minha tia Maria. Otimista. Oh, olha só quem diria, cá estou novamente… Falando desses laços que um dia me fizeram mais gente Que hoje. Nesse contato através dum telemóvel E na farsa do discurso de esperança não me mantenho imóvel Quero meu carro, minha grana e minha casa E sempre que saio na rua pra ela já vejo preço dos móvel E tudo mais. Mas tudo é dinheiro. Dinheiro primeiro. Ando meio bizarro, e só estamos em Janeiro. https://medium.com/@BARONG 32