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LiteraLivre nº 8 – Mar/Abr de 2018
Falo com elefantes, hippies ou vikings e
com quem tiver pra falar!
Chama o gerente dessa bagaça! No SAC
da vida eu reclamaria
Ave Maria! Era eu o futuro da casa,
passado alguns anos a casa
Me abandonaria.
Normal, naturalmente a gente cresce...
E tem que se sentir igual o ‘homem na
estrada’, ou qualquer outro CD
que descreva as ciladas
que não evitei em me meter
Maturidade não é só assumir as merdas
que fez
É olhar pra algumas delas e saber que
faria outra vez
Sei o caminho que quero, que sigo,
avanço, e não me limito
Pra preta e pra mim quero conforto, um
quintal grande com um cachorro bem
bonito
Jogado na grama ou na cama, c’as
grama em cima de mim, contando a
grana da semana programando pro
‘findi’ um filmin…
… Com ela do lado.
Respirar aliviado e pensar
Que a geladeira tá cheia
E no Extra meu cartão vai passar.
Vai passar… Vai passar essa fase de só
almejar.
Calejadas estão as mãos já de tanto
cavar.
To indo fundo, vou chegar no Japão
Cansei de matar um leão por dia,
tragam-me o dragão.
Fazendo fumaça no vidro do box.
Me arrumo pra cada entrevista
querendo brilhar mais que as panelas
de inox
Da minha tia Maria. Otimista.
Oh, olha só quem diria, cá estou
novamente…
Falando desses laços que um dia me
fizeram mais gente
Que hoje.
Nesse contato através dum telemóvel
E na farsa do discurso de esperança
não me mantenho imóvel
Quero meu carro, minha grana e
minha casa
E sempre que saio na rua pra ela já
vejo preço dos móvel
E tudo mais.
Mas tudo é dinheiro. Dinheiro
primeiro.
Ando meio bizarro, e só estamos em
Janeiro.
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