Revista LiteraLivre Revista LiteraLivre 4ª edição | Page 64

LiteraLivre nº 4 Tenhamos o poema reinventado de uma vida menos burocrática. Sejamos a voz e não coro. Negligenciemos o envelhecimento dos sonhos e das vontades. Desejemos mais e mais mil vezes. Abrilhantemos nossos olhares e sorrisos para o melhor de nós. Nada de orações sem afluentes e poética ressequida por espírito sem gozo. Nada de subterrâneos e departamentos. Deflagremos os vazios. Agora, que tenhamos o desejo e o objeto. Vivamos, embora em desamparos, a alegria das chegadas e partidas, e a melhor manhã de todas. Cresça nosso jardim e nossos versos cadenciem uma vida repleta e cheia de inconstâncias. Uma vida que morra e nasça tantas vezes seja necessário e importante. 59