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LiteraLivre nº 4
Tenhamos o poema reinventado de uma vida menos burocrática.
Sejamos a voz e não coro. Negligenciemos o envelhecimento dos sonhos
e das vontades. Desejemos mais e mais mil vezes. Abrilhantemos nossos
olhares e sorrisos para o melhor de nós. Nada de orações sem afluentes
e poética ressequida por espírito sem gozo. Nada de subterrâneos e
departamentos. Deflagremos os vazios.
Agora, que tenhamos o desejo e o objeto. Vivamos, embora em
desamparos, a alegria das chegadas e partidas, e a melhor manhã de
todas. Cresça nosso jardim e nossos versos cadenciem uma vida repleta
e cheia de inconstâncias. Uma vida que morra e nasça tantas vezes seja
necessário e importante.
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