LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020
Naquele instante eles viram dois soldados levando pertences de outro
morador o qual a apatia parecia justificar a cobiça e torpeza dos seus algozes
perpetradores da injustiça, incólumes à condição dos moradores.
Repentinamente um deles parou ante eles quando Manoel percebendo que
poderiam ser descobertos fingiu agir de modo análogo aos demais moradores da
região. Todavia, Sophie por ser uma mulher de vistoso parecer atraiu o desejo
sexual de um dos soldados que lhe fitava com um olhar sádico e cobiçoso ante
ela. O homem colocou a mão sobre seu ombro e com o sorriso maldoso proferiu.
— Vamos fazer um sexo gostoso?
Sem qualquer papo o homem esperava que ela fosse obediente e
simplesmente adentrasse a casa e com ausência mínima de vontade satisfizesse
todas as vontades ilícitas dele. Inicialmente ela assentiu percebendo que os dois
estavam em desvantagem tática enquanto Manoel literalmente fingia senilidade.
Ela adentrou o recinto e Manoel disfarçadamente deu passos desmotivados
seguindo-os.
Quando o homem abria as calças ao sentir tesão na ausência de vontade
dela Manoel o pegou tão covardemente quando o soldado pegaria Sophie, por de
trás ao lhe desferir um golpe na cabeça que o desacordou subitamente.
Os dois correram do lugar e seguiram o caminho adentrando um bosque
que iria dar nas instalações militares. O Sol declinava lançando sombras
esticadas que pareciam acentuar os temores que como os rumores pareciam se
confirmar. A noite lhes sobreveio sorrateira anunciando angústias e dores quando
as sombras passaram se mesclar numa só escuridão. Porém, tão logo Manoel
fitou entre galhos luzes e neon piscando como se um anúncio de festa destoante
a apatia de região fosse anunciada. Se esgueirando sorrateiro pela mata os dois
observaram que aquele era um bar militar ao lado das instalações que como uma
empresa anunciava inscrição Industria Negans. Dentro homens pareciam se
esbaldar com as mulheres da cidade que balançavam ao vibrar da penetração dos
homens em suas entranhas, mas sem esboçar qualquer emoção ou amor próprio.
Aquela negatividade impregnava o ar de modo tóxico. Mesmo os dois
sentiam-se estagnados, como se suas energias tivessem sido tragadas de modo
que se angustiavam profundamente com consternação. No entanto, seguiram em
frente afim de encontrar a origem do mal e cessar seus efeitos nocivos. E pelo
incrível que pareça, a resposta que buscavam estava numa caverna por onde as
sombras eram livres nas trevas. O lugar que inicialmente servia de mina tinha
levado a uma descoberta angustiante, uma pedra verde o qual diários de um
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