LiteraLivre Vl. 4 - nº 19 – Jan./Fev. de 2020
morto encontrado no local indicava ter caído na Terra há milênios. Imanava uma
energia negativa liberada da bizarra pedra luminosa encontrada numa caverna
permeando o ambiente a medida. Era como uma radiação que atingia a alma de
suas vítimas. Tão logo depressão, estresse, angústia e medo passou a toma-los.
Manoel então fitou Sophie que pegando em desespero uma pistola fitou a
pedra e em desespero apontou a arma para si mesma no desespero de livrar-se
da angustia, medo e aflição que lhe tomava.
— É horrível, não aguento mais, é insuportável. Não consigo compreender,
nada faz sentido!
— Não faça isso, Sophie. Temos que reagir.
Mas ela negando-se a ouvi-lo ao estar destituída de força vital como se a
encarnação de tudo que não tivesse lógica e sentido a tivesse consumido,
disparou a arma contra ele e ela mesma. Aquele objeto que era responsável por
toda incoerência necrófila do mundo os destituíram de amor e fé.
O diário encontrado ao lado do corpo de quem originalmente encontrou
aquela pedra agora estava manchado de sangue onde reputava aquela pedra por
todos os males do mundo, como se a própria Caixa de Pandora tivesse sido
inexoravelmente aberta. O homem lá sepultado há milênios como uma múmia
tentara avisar aos incautos sobre essa história, mas era tarde.
Tudo era sem sentido, como esse final. Acabou.
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